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Joel responde a Tito sobre presídio: “muito fácil falar, mas qual é a solução?”

Prefeito de Igrejinha defende que pauta do presídio é regional devido aos impactos nos outros municípios.

O prefeito de Igrejinha, Joel Wilhelm, rebateu, nesta terça-feira (1º), ao Jornal Panorama, declarações do seu colega de Taquara, Tito Lívio Jaeger Filho. Em manifestação nas redes sociais, o prefeito taquarense fez críticas a Joel e ao deputado estadual Dalciso Oliveira sobre uma polêmica em relação ao Presídio de Taquara e a suposta proposta de construção de uma casa prisional em Quilômetro Quatro. Joel disse que o problema do presídio de Taquara é regional, e o que, se não quer um novo presídio, Tito precisa apresentar soluções à situação crítica vivenciada pelo atual presídio. O prefeito igrejinhense disse que não há uma definição sobre eventual construção de um presídio junto à área de terras do Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul), o que cabe ao governo do Estado.

Joel iniciou sua manifestação dizendo que a pauta do presídio é, sim, regional, não sendo exclusiva de Taquara. “Tanto é verdade que outros municípios, como Rolante, Igrejinha, por exemplo, precisam se dirigir a Taquara quando há presos para o registro na Delegacia de Polícia. Devido à lotação do presídio, muitas vezes as viaturas desses municípios precisam ficar custodiando presos em frente à delegacia, bloqueando ruas, o que prejudica o policiamento”, exemplificou Joel. Acrescentou que as condições do Presídio de Taquara são “precaríssimas”. “É seguro termos um presídio nessas condições no Centro de Taquara?”, questionou o prefeito de Igrejinha.

Por este motivo, segundo Joel, foram iniciadas as discussões sobre eventuais hipóteses de resolução do problema, levando em conta que o Estado não possui recursos para a construção de um novo presídio. Uma das ideias é a venda do terreno do atual presídio, no Centro e que possui avaliação alta, com a possibilidade de vender, também, outras áreas que o Estado eventualmente possua. Desta forma, sustenta Joel, haveria a construção de um novo presídio, que substituísse o atual, em melhores condições de segurança à comunidade, o que seria de impacto positivo a toda a região.

Sobre a manifestação do seu colega de Taquara, Joel disse que cabe a Tito apresentar soluções. “É muito fácil falar, mas qual é a solução? Esse é o problema do Brasil. À frente da função de prefeito, tenho a responsabilidade de apresentar soluções, não ficar jogando palavras ao vento e ofendendo as pessoas. Então, que ache outra área e apresente, ou diga com todas as letras que o presídio pode continuar com as condições precárias atuais”, afirmou Joel.

Perguntado se a eventual outra área poderia ser em Igrejinha, Joel disse que o presídio regional está situado em Taquara e, que por isso, cabe ao município-sede abrigar o estabelecimento. Ponderou, no entanto, que o presídio pode ser sediado em áreas mais retiradas do município e, mais uma vez, ponderou que as condições precárias do atual presídio, e sua localização no Centro de Taquara, colocam toda a comunidade em risco, inclusive a regional. Joel classificou a situação atual como uma “bomba relógio” e disse que não se pode brincar com uma situação séria.Questionado, também, sobre a cláusula de reversão existente na lei municipal em que Taquara doou a área de terras para o Estado a fim de construir o Marsul, Joel disse que essas questões são “pormenores” que podem ser discutidas com o governo gaúcho e que outras áreas podem ser sugeridas. O prefeito de Igrejinha reforçou, no entanto, que vê a situação como um problema regional e que precisa ser discutido, não podendo continuar da forma como se encontra, cobrando sempre a apresentação de propostas de soluções viáveis de serem realizadas. Inclusive defendeu que este é o seu papel, junto com o deputado Dalciso Oliveira.