Inácio Augustinho Seimetz, 44 anos, natural de São Francisco de Paula. É casado com Rosângela Aparecida Seimetz (44), com quem tem um filho: Hariel Augustinho Seimetz (7). É músico, produtor musical e arranjador, proprietário do Stúdio A3 de Taquara.
Como surgiu o interesse pela música?
Desde pequeno eu sempre gostei, mas nunca tive oportunidade de ter contato com a música, a não ser pelo rádio. Além disso, meu avô era regente de corais e minha mãe também cantava em alguns deles. Comprei meu primeiro violão depois de fazer um acordo com meu pai, aos 16 anos. Eu gostava de jogar bola e por causa disso vinha para casa com os pés arrebentados. O pai sempre xingava e então propus parar com aquilo, se pudesse adquirir um violão (já que ajudava a manter a família). Comprei, mas ele ficou guardado um tempão. Certo dia, me tranquei no quarto e comecei a tocar sozinho. Três ou quatro meses depois já me apresentava nas festas da família. Mais tarde, aprendi a tocar acordeão com um vizinho e, após, também órgão (que hoje chamam de teclado).
Como foi sua trajetória de músico profissional?
Estava tocando na frente de casa, quando chegou o dono de uma banda (Musical Harmonia) e me convidou para trabalhar com ele. Contudo, eu teria que tocar órgão e não sabia. Ele insistiu tanto que acabei aceitando e fui contratado. Depois, o diretor da banda Revelação fez uma proposta e trabalhei com ele por oito anos. Após, integrei a banda Sensação, onde conheci várias pessoas de outras bandas, as quais começaram a me passar as músicas para eu criar arranjos. Foi quando passei de simples músico a arranjador. Após, fui para a Banda Choppão e, em seguida comecei a trabalhar em estúdios de gravação. Porém, via uma frieza muito grande, pois simplesmente gravavam o que o músico cantava. Aí resolvi montar um estúdio próprio a fim de cobrir essa necessidade, para que os músicos se sentissem mais “em casa”.
O que representa para você trabalhar com outros artistas?
O pessoal sempre comenta que parece que eu faço parte do grupo que está gravando, em função da forma como participo do trabalho. Isso faz com que um grupo traga outro e, para mim, é uma vida, uma grande amizade, uma parceria com grupos como Champion, Flor da Serra, JM, Choppão, Banda K’necus, Dons & Tons, Gavião dos Pampas e Luiz dos Reis, entre tantos outros. Não tem preço.
Quais são suas principais características pessoais?
Tenho muita timidez, sinceridade e sou uma pessoa que sempre tem tempo para tudo.
Quais são suas impressões de Taquara?
Gosto muito daqui. Nasci na localidade de Maragata (situada na divisa de São Francisco de Paula e Rolante), onde éramos dez irmãos e meu pai sustentava a família somente com o trabalho na agricultura. Até os 12 anos, ia para a roça junto com ele. Depois, fui trabalhar em uma fábrica de calçados por uma década. Moro em Taquara há 23 anos e me sinto taquarense, considerando aqui como o lugar ideal para se viver.
O que gosta de fazer a título de lazer?
Gosto de tocar. Eu, meu irmão Elói, minha esposa Rose e mais dois integrantes temos a banda ARW Brasil para nosso lazer.
Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
Nos conhecemos quando trabalhávamos juntos na banda Revelação, cantando um para o outro. Aquela era a legítima cantada. O que mais admiro nela é sua sinceridade e honestidade: ela age de forma correta em tudo.
O que mais o preocupa na criação do filho?
Me preocupava muito quando ele era menor, pois todos falam que é muito complicado educar uma criança. Hoje ele tem a educação e o respeito que a gente sonhou que tivesse. Aos sete anos, chama as pessoas de senhor e senhora, coisa que hoje em dia não se vê mais nas crianças.
Cite uma lembrança marcante em sua vida: Eu nunca discuti com meus pais, mas o que mais me marcou foi o dia em que fui reclamar para minha mãe do jeito que ela passava minha roupa. Me arrependi na hora e nunca mais vou esquecer.
O que o tira do sério: mau humor.
Quais são seus planos para o futuro? ampliar a empresa e divulgar mais a banda ARW.
Estilo musical: música boa.
Prato predileto: pizza.
Um lugar: minha casa.
Uma habilidade: fazer amigos.
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