Maurício Cambraia Sanches (Zé do Bêlo), 42 anos, é natural de Porto Alegre. É casado com Vanessa dos Santos (25) e tem dois filhos: Theo (9) e Pablo (12). Cursa Sistemas de Informação na Faccat e atua como funcionário público na Caixa Econômica Federal de Igrejinha. É músico, compositor, programador de sistemas, professor de violão e ainda trabalha nas rádios Ipanema (Porto Alegre) e FM 91.
Conte-nos sobre sua trajetória profissional.
Meu gosto pela música teve início na adolescência, quando comecei a tocar em várias bandas. Mas fiquei famoso com o personagem Zé do Bêlo (criado para fazer um trabalho de samba de raiz). Em 2000 fui candidato mais votado a vereador pelo Partido Verde de Porto Alegre. No ano de 2004 iniciei um programa na rádio Ipanema, onde atuo até hoje. Também participei de uma coletânea gravada pela rádio e depois lancei um disco solo. Em 2006 fui chamado para fazer comercial de TV, quando fui garoto propaganda da cerveja Polar. Em seguida passei no concurso da Caixa Federal e fui morar em Santa Catarina. Dois anos depois vim para Taquara. Aqui, além de trabalhar na Caixa, dou aulas de violão e guitarra e, no final do ano passado, comecei a fazer o programa Liverpool Rock na FM 91. Me sinto feliz com tudo o que faço.
Como surgiu o apelido Zé do Bêlo?
Comecei a me interessei por rock na adolescência, quando ia nas lojas comprar e pesquisar sobre os LPs desse estilo. Fiz curso na Academia de Música de Porto Alegre e passei a gostar de samba de raiz e outros estilos. Como eu era um músico de rock e queria fazer um trabalho de samba, criei um personagem imaginário, que parecesse um sambista da velha guarda do Rio. Para isso, usava um boné com um cabelo comprido costurado, umas roupas diferentes e passei a usar o nome de José Alves do Cabelo. Assim, acabou ficando Zé do Bêlo e muitas pessoas me conhecem apenas por esse apelido, até mesmo na faculdade e no trabalho.
Quais são suas impressões de Taquara?
Taquara é uma cidade tranquila, que carece de muita coisa, mas que dá vontade de “botar a mão na massa” e tomar a iniciativa de fazer o que não tem, pois aqui existem muitas oportunidades. Já se estamos numa cidade que tem tudo, não temos oportunidade nenhuma.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou introspectivo, pensativo e não sou muito de festa. As pessoas dizem que sou tímido e, dependendo da situação, realmente me sinto assim. Sou uma pessoa de boa índole, ajudo as pessoas por ajudar e não por interesse. Tenho a cabeça muito aberta e me interesso por muitas coisas, acompanho tudo o que está acontecendo. Mas odeio televisão, não gosto de novela, de assistir BBB nem futebol e mesmo assim me sinto um bom brasileiro. Às vezes também me sinto um pouco confuso e ao mesmo tempo sou muito focado nas minhas prioridades, que são três: estudar, trabalhar e namorar.
O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
Gosto de namorar, ficar sem fazer nada, dar uma olhadinha na internet, ler revistas e brincar com meus filhos.
Como conheceu a Vanessa e o que mais admira nela?
Ela era fã do meu programa na Ipanema e ficou minha amiga no orkut. Desde então começamos a nos falar pela internet. Um tempo depois convidei ela para sair, mas nunca dava certo. Fomos nos encontrar pessoalmente somente quando ela foi morar em Porto Alegre e, por coincidência descobrimos que éramos vizinhos. O que mais admiro é o astral dela, por ser brincalhona, legal.
O que mais o preocupa em ensinar aos seus filhos: o exemplo.
Quais são seus planos para o futuro?
Quero me formar na faculdade, gravar um novo cd, fazer uma viagem longa com a Nessinha para lugares bonitos, seguir estudando outras coisas, tentar fundar o Partido Verde em Taquara (sempre fui filiado ao PV em Porto Alegre e tenho vontade de participar da política da cidade) e ter mais contato com os meus filhos.
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: Na vida temos que focar nas nossas prioridades, porque se não acabamos nos perdendo nas muitas ofertas que surgem.


