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Câmara de Parobé instaura procedimentos para apurar suposta quebra de decoro de vereadora do PT

Maristela Toffoli (PT) é acusada de ofensas a colegas em entrevista à rádio e pronunciamento durante sessão.

A Câmara de Vereadores de Parobé informou que instalou duas comissões de ética para apurar supostos casos de quebra de decoro parlamentar por parte da vereadora Maristela Toffoli Rossato (PT). Nos dois casos, a parlamentar teria ofendido colegas em entrevista a uma emissora de rádio e durante o pronunciamento em uma sessão. As duas comissões têm o prazo de 60 dias para concluir o trabalho, podendo ser prorrogado.

A primeira comissão é composta pelos vereadores Gilberto Gomes (Republicanos), Elário Jahn (MDB) e Dari da Silva (Pros). Eles analisarão se houve quebra de decoro durante uma entrevista da vereadora a uma rádio comunitária de Parobé. Na ocasião, a parlamentar teria, segundo o requerimento feito pelo vereador Moacir Jagucheski (Cidadania), “faltado com a verdade ao difamar a imagem” dele. Já o segundo grupo, formado pelos vereadores Elário Jahn (MDB), Jorge Graminha (PP) e Alex Borá (PL), vai apurar possível falta de decoro durante o pronunciamento de Maristela em uma sessão ordinária, quando a parlamentar utilizou o termo “virou o cocho” ao se referir novamente a Jagucheski.

Segundo o assessor jurídico, os integrantes de cada uma das comissões foram definidos obedecendo a regra de representatividade, garantindo que todos os blocos partidários façam parte. “Assim como as demais comissões, esta também obedecerá aos critérios estabelecidos no Regimento Interno da Casa Legislativa. Inclusive no que diz respeito ao sigilo durante as avaliações”, destacou José Valdinei Cardoso.

Contraponto

A vereadora Maristela Rossatto foi procurada pelo Jornal Panorama e disse que ainda não tomou conhecimento da decisão da mesa diretora de acatar o pedido de abertura das comissões de ética, mas que respeitará o posicionamento. Lembrou que ela mesmo fez alertas à mesa diretora, neste ano, sobre as composições erradas das comissões instaladas pela Câmara, com os cálculos incorretos no tocante ao bloco de oposição.

Com relação ao uso da expressão “virou o cocho”, Maristela afirma que, no momento do pronunciamento, o vereador utiliza o vocabulário de suas raízes, de sua personalidade e de sua cultura. “Na minha cultura, a gente diz para quem almoça na tua casa, para quem usufrui do teu churrasco, e depois te agride, é cultural dizer que virou o cocho. E essa foi a expressão que usei para dizer que o vereador [Moacir] tinha nos tratado assim”, comentou a parlamentar, avaliando que a expressão “descreve alguém ingrato”.

Com relação à entrevista na rádio, mencionada por Moacir, a vereadora disse que, sobre o requerimento de instalação de uma CPI, durante fala na Rádio Taquara, ela disse que Jagucheski havia assinado o pedido. Contudo, depois, descobriu que o colega, na verdade, não teria assinado a solicitação e, em seguida, foi até a Rádio Parobé e concedeu uma nova entrevista, retificando a informação. Segundo Maristela, foi um engano técnico de sua parte, que se for levado adiante, “todo o dia vai ter uma comissão de ética”. A vereadora disse que Moacir estaria usando de picuinhas para lhe atingir.