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Rádio Taquara inicia cobertura da temporada de verão 2020

Boletins vão ao ar a partir da próxima sexta-feira (20) comandados por Carlos Alberto Pimentel.
Pimentel comandará boletins para a Rádio Taquara direto de Tramandaí. Divulgação

A partir da próxima sexta-feira (20), a Rádio Taquara dá início a mais uma Cobertura da Temporada de Verão. Os boletins, nesta temporada de 2020, serão novamente comandados pelo jornalista Carlos Alberto Pimentel, direto de Tramandaí. Serão duas intervenções diárias, nas segundas, quartas e sextas-feiras, às 10h50min e às 17h50min. Aos sábados, irá ao ar, também, um programa especial, transmitido às 11h45min.

A cobertura do período de veraneio é um serviço especial realizado pela Rádio Taquara há 18 anos. Em 2019 e 2020, a emissora chega à 19ª cobertura. O médico e jornalista Pimentel se desdobra nas funções de atendimento aos plantões no litoral e na busca das informações do litoral norte, com as principais notícias, condições das praias, do trânsito e do clima.

Atenta às novas tecnologias, a cobertura deste ano terá veiculação multimídia, com a disponibilização de todos os boletins nas páginas de podcasts atualmente mantidas pela Rádio Taquara, inclusive nos principais aplicativos, como Spotify, Google Podcasts e Apple Podcasts. O patrocínio especial é de Citral Transportes, Heidrich Monitoramento, Dr. Fábio Strauss, Unimed Encosta da Serra e Magazine Luiza.

Confira relato especial de Pimentel sobre a Cobertura da Temporada de Verão:

“Rádio Taquara no Litoral Norte!

Como tudo iniciou!
Há 19 anos.

Recém chegado a Taquara! Abraçado pela 1490, com comentários semanais!
Ainda no embalo do radiojornalismo da Capital, onde décadas chefiava a Sucursal de rádio e jornal, nas temporadas de verão!
De trinta a quarenta dias, de um hotel de Tramandaí onde comandava a Central das Praia!

Pois, foi neste embalo que fui um dia até o Adriano, então diretor comercial da rádio, e perguntei:

— Por que não encurtarmos a distância entre o Vale do Paranhana e as praias ? ?

O diretor da rádio branqueou diante desta proposta insólita!
Ainda mais que os tempos eram outros!
A tecnologia, então, bem diferente!

Uma semana depois convidou-me para um cafezinho na sede e estúdios da rádio!

Na época, eu era médico no posto do bairro Empresa!
E me quarteava com práticas em Tramandaí, no Plantão 24 horas, que funcionava ao lado da Igreja Matriz.

De volta ao cafezinho!
— Vamos encarar! Topas? perguntou!

Ora, se eu havia proposto, claro que topava!
Era só uma questão de se organizar!
Era uma prática que me dava muito prazer, iniciado nos meios de comunicação lá em 1969! (de carteira assinada).

E partimos para o planejamento da primeira transmissão, direto de Tramandaí para Taquara.

Bem diferente do tempo na Central das Praias da Caldas Júnior – Rádio Guaíba/Correio do Povos e Folhas!
Naquela época, hospedado em vários quartos, com equipes técnicas nas transmissões, na fotografia, motoristas, repórteres de rádio e jornais !
Enfim uma baita estrutura para cobertura da praia durante todo verão!

Agora, era Eu com Eu!

Com a missão de levar as informações para o Vale!

Senão todos dias, pelo menos três dias, por semana, com boletins em duas edições, e mais aos sábados pela manhã com as reportagens ampliadas!

Assim, estávamos organizados! Dia sim, dia não!
Nos outros dias, pau e pau atendendo como médico no Posto médico 24 horas de Tramandaí.

Eu virava protagonista!

Perfeito!
Presença permanente na praia, até com informações privilegiadas do pessoal veranista!

Não foram poucas as vezes que passei para o outro lado, de médico para repórter no posto e de repórter para médico socorrendo afogados na beira da praia!

Eu virava notícia, também!

Interagia 24 horas! (Resguardando sempre o sigilo médico)

Era uma outra realidade!

Agora, espia pra trás! Há duas décadas! Como era?

Olha para os meios de comunicação; mais especificamente para o rádio.
Transmitir um boletim de notícias era um desafio!
Imagina, então, sete boletins na semana!

Eu tinha que ser tudo!
Repórter, redator, editor, e locutor!

Não havia Internet!
Com isso já resumo os desafios da época!

Repórter:
como coletar as notícias desde lá de cima de Torres até ao sul na praia do Quintao?

Por telefone! Orelhão!
Não havia celular (ou se já havia, ainda não estava democratizado).

Minhas fontes eram as delegacias de polícia civil, os salva-vidas, as polícias rodoviárias e as assessorias de imprensa das prefeituras!

Uma vez por semana fazia uma checagem nos points, indicando ao veranista jovem onde aconteceriam as baladas!

Com isso, eu montava minha rede de informações; algumas privilegiadas pela condição de atuar na saúde!
Não foram poucas as vezes que entrevistei colegas médicos orientando nossos ouvintes: proteção e cuidados com queimaduras solares; alimentação; águas vivas, hidratação!
Ou com os salva-vidas, orientando para os sinais de perigo no mar, significado das cores das bandeiras nas guaritas, cuidados na água.

Redator:

De volta para o meu cantinho, após coletadas as informações, atracava-me na redação das notícias: curtas, concisas, e precisas!

E tinha que ser assim!

Tempo em rádio é limitado! E a tecnologia de estúdio na época ainda não era tão avançada !

Adequar o tamanho do boletim ao espaço destinado para “ir ao ar” era um desafio muito grande ao técnico de som nos estúdios.

As gravações eram feitas em fitas; imagina encontrar uma parte para cortar fora!
Coisa que, hoje, se faz num vapt-vupt!

Eu não tinha computador para redação. Aliás, não existia!
Era na munheca. E nem sempre eu conseguia ler a minha própria letra!
Letra de médico é buxa?

Já sabia que, logo adiante, na transmissão, teria que improvisar as locuções.

Transmissão do boletim!

Como se ri na rede social kkk!

O boletim ia ao ar as dez horas. Mas, às oito, eu já estava com ele pronto!

E por que tanta antecedência?

As transmissões eram via “orelhão “ — telefone público.
Enchia o bolso de fichas telefônicas e lá ia em direção ao melhor orelhão!
Explico:
Havia diferença de um orelhão para outro; alguns com mais ruído do que outros; outros já meio quebrados dificultando a colocação do ouvido ou da boca para falar; outros muito congestionados.

Havia o estresse da fila.

Ansioso, eu esperava!

Pensava: daqui a pouco o estúdio em Taquara vai chamar para o boletim; e eu aqui!

Após algum tempo de espera até chegar minha vez de falar; passava a transmitir o boletim.
Voz alta, articulando e entonando a locução, na esperança de que fosse o auge de um bom trabalho! E também para fazer grau com os veranistas!

Dava uma espiada para trás. Dava medo!
A fila de espera crescia e as caras não eram muito agradáveis daqueles que esperavam a sua vez.

Menos mal que o boletim da manhã acontecia em horário em que o pessoal estava indo para praia.

Mas quando do boletim da tarde, que ia ao ar às 18h, e tinha que ser transmitido ali pelas 16h, o medinho das xingações era maior?

As coisas complicavam. O pessoal voltava da beira praia querendo passar as emoções para os familiares.
E eu ali, plantado, transmitindo meu boletim.

E pior! Não raro ao final da transmissão, quando perguntava ao estúdio: tudo bem? Boletim chegou?

E o colega do estúdio respondia:

— Transmita tudo de novo porque o boletim não chegou aqui.

Juro que pensava! Por que não mandei de ônibus pela Citral!

Eu olhava para trás; batia de novo o medinho!
E recomeçava o boletim.

Havia dia que eu ouvia elogios semelhantes aos que as torcidas de futebol dirigem ao juiz do jogo.

Até hoje fico imaginando o que se passava na cabeça daqueles veranistas.

Nessas transmissões algumas coisas curiosas aconteciam.

Aqui na praia, o tempo é bastante imprevisível.

Você prepara um boletim dizendo que o tempo está lindo e maravilhoso. Com temperatura de 40°
E manda o boletim!

Ali pelas 14h vem aquele temporal, inunda todas as ruas aqui de Tramandaí: carro perdendo placas, gente caindo em buracos, pessoas se machucando.

E você tem que sair correndo ao orelhão mais próximo, que não esteja inundado, e que esteja funcionando para mandar novo boletim dizendo que mudou tudo.

Juro: houve um dia que não deu para atualizar. Eu falava de um dia lindo e caía o maior temporal!

Voltando:
Preparar um boletim, hoje, é bem menos difícil do que há 20 anos.

A internet está aí.

Em frações de tempo, você percorre o litoral de norte a sul aqui na praia; e toma conhecimento de tudo que está acontecendo:
Tempo, temperatura, como está o mar.
Se vai dar praia, se as águas estão limpas, frias ou quentes; se tem repuxo!
Quais os points que estão agitando ou que vão agitar no final de semana.

Hoje, num toque de dedos no teclado, consegue-se reunir todas informações necessárias para um bom boletim.

E nós, com apoio de vários colegas jornalistas, desde Torres até aqui, em Tramandaí, vamos levar todas informações necessárias para um veraneio seguro e agradável!

Você vai gostar!
Tá ligado?
Então, vamos nessa!

De Tramandaí, capital das praias, no caminho das águas e no balanço das ondas! Rádio Taquara – temporada de verão 2019/2020.