Geral

Hospital de Taquara promoveu curso de instrumentação cirúrgica

Treinamento foi realizado na segunda-feira (16) e teve duração de seis horas.
Divulgação / Larissa Pereira

Dando continuidade nas capacitações com os profissionais do bloco cirúrgico, na segunda-feira, 16, foi realizado mais um treinamento, e desta vez o tema foi sobre instrumentação cirúrgica com ênfase em cirurgia geral. O curso teve duração de 6 horas e nele foram abordados os procedimentos cirúrgicos de laparotomia exploratória, apêndicectomia, colecistectomia e herniorrafias.

A laparotomia exploratória é um exame de diagnóstico em que é feito um corte na região do abdômen com o objetivo de observar os órgãos e identificar a causa de determinado sintoma ou alteração em exames de imagem. Este procedimento deve ser realizado no centro cirúrgico. O exame pode ser indicado com o objetivo de investigar: suspeita de sangramento abdominal, perfurações no intestino, inflamação do apêndice, intestino ou pâncreas e também sinais indicativos de câncer.

O ministrante do treinamento e coordenador do bloco cirúrgico do Hospital Bom Jesus, Émerson Moraes, explica a seguir o procedimento de apêndicectomia. “A apêndicectomia, como o nome sugere, é indicada para a remoção do apêndice que sofreu algum tipo de obstrução e desencadeou inflamação e infecção, a conhecida apendicite que é a infecção do apêndice. Este é um procedimento cirúrgico que costuma ser feito quando o paciente apresenta sinais de apendicite, dores abdominais fortes e localizadas”.

Já a colecistectomia é o procedimento mais comum na laparoscopia, sendo uma técnica minimamente invasiva que utiliza um sistema de imagens e instrumentos introduzidos no organismo através de pequenas incisões para a extração da vesícula biliar. A utilização destes materiais permite a redução na dor e nas complicações pós operatórias. E por último, o coordenador do bloco explica como é realizada a cirurgia de hérnia. “A herniorrafias é a cirurgia que visa corrigir o defeito na musculatura e/ou aponeurose (capa que reveste os músculos) e que permite o aparecimento da hérnia abdominal. A técnica consiste no fechamento do anel herniário e por meio de pontos cirúrgicos ou atualmente, com a colocação de telas. Essas telas são como uma rede, feita de material orgânico, sintético ou ambos e que tem como objetivo o fechamento do defeito e a formação de tecido cicatricial (fibrose) mais espesso e resistente que o tecido que se formaria sem a colocação da tela” ressalta Émerson.

“Tivemos um um ótimo aproveitamento deste curso, assim como todos os outros que fizemos até agora. Além das orientações que receram, os profissionais também tiveram a oportunidade de tirar as dúvidas e puderam agregar ainda mais conhecimento sobre cirurgia geral”, finaliza o coordenador e ministrante da capacitação.