A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Bom Jesus, de Taquara, está interditada desde a última sexta-feira (20). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Associação Silvio Scopel, gestora provisória da casa de saúde. Segundo a entidade, é preciso resolver questões de documentações relacionadas ao setor. Contudo, não foram divulgados quais documentos estão pendentes.
A assessoria acrescentou que mantém o atendimento aos pacientes que se encontram na UTI neste momento. Novos papacientes que precisarem da unidade serão transferidos para outros hospitais. A reportagem procurou o secretário municipal de Saúde, Vanderlei Petry, o qual informou que não recebeu notificação do hospital sobre a interdição da UTI.
O governo do Estado, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, informou que a Vigilância Sanitária interditou cautelarmente a UTI do Hospital para a entrada de novos pacientes. Citou os aspectos que motivaram a interdição:
- Foi detectado risco na qualidade e segurança da assistência prestada ao paciente.
- A instituição não possui Núcleo de Segurança do Paciente e Comissão de Controle de Infecção Hospitalar formalmente nomeada.
- Ausência de Recursos Humanos e Responsável Técnico Médico.
- Equipamentos insuficientes para a demanda e o número de leitos existentes na UTI.
Segundo o Estado, os cinco pacientes que estavam na UTI do hospital já estão cadastrados na regulação para serem transferidos a outras instituições. Por enquanto, não está permitido o ingresso de novos pacientes na UTI.
Falta de médicos
O secretário Petry informou que, nesta segunda-feira (23), tentou notificar, sem sucesso, a direção do Hospital sobre falta de médicos ocorrida no final de semana. Pacientes chegaram até o Posto 24 Horas relatando problemas nos períodos noturnos da sexta-feira e do domingo. Petry informou que a notificação não foi recebida por membros do hospital.
Consultada a respeito, a assessoria de imprensa do hospital negou a falta de médicos. Segundo as informações, havia plantonistas em todo o final de semana. “O que ocorre muitas vezes é o desencontro de informação e falta de conhecimento por parte dos processos de um hospital”, acrescentou a assessoria.
Neste domingo à noite, o próprio Posto 24 Horas teve problema com pouco mais de duas horas sem médico à disposição. Segundo Petry, uma médica sofreu atraso para chegar, em decorrência de um acidente no trânsito. O profissional que a antecedia, no entanto, acabou indo embora, deixando o plantão sem cobertura. O secretário informou que a empresa responsável pelos médicos no Posto foi notificada nesta segunda-feira para que situações como a ocorrida não se repitam.


