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Vidas e realidades: Panorama foi conhecer as histórias de moradores de rua em Taquara

Em meio a festividades natalinas, Panorama aborda o cenário de quem vive nas ruas - e as adversidades desta situação.
Fotos: Jéssica Ramos/ Jornal Panorama.

Com o final do ano e as férias se aproximando, as confraternizações entre amigos e familiares ficam mais frequentes; as vitrines das lojas ganham atenção especial e o comércio fica mais movimentado. No corre-corre desta época do ano, algumas cenas também causam um impacto ainda maior, conforme a proporção e contraste de realidades, principalmente quando são consideradas pessoas, por vezes invisíveis à sociedade: as em situação de rua, e as que, de fato, moram nas ruas. Observando essa dinâmica, a reportagem do Jornal Panorama procurou conhecer a população que se encontra em situação de rua, em Taquara, suas histórias e expectativas, bem como entender quais os caminhos as levaram às ruas. Confira o resultado, a seguir.

Exposição e Constrangimento

Por óbvio, a rua foi o destino da reportagem do Jornal Panorama, que buscava personagens para ilustrar a pauta, elaborada na redação. E, feliz ou infelizmente, não foi difícil encontrar possíveis candidatos. Em menos de uma hora, foram localizadas oito pessoas – todas moradoras de rua – nas praças da Bandeira e Marechal Deodoro. Seis delas conversaram informalmente com a reportagem, mas demonstraram constrangimento quando convidadas a falarem de si. Três negaram a própria situação, na tentativa de evitar a negociação com a reportagem, que tentou explicar o teor da matéria, na esperança de um testemunho. Entre esta população, foram encontradas duas mulheres. Ambas acompanhadas dos respectivos parceiros. Uma delas até se interessou em falar, mas desistiu mediante a reprovação do companheiro.

Com um pouco de atenção no cenário, o silêncio, por si, revelou muitas coisas. Um dos homens tinha um braço operado, ainda com fixadores externos. Todos vestiam roupas leves, já desgastadas pelo uso. Alguns deles, em ambas as praças, tinham mochilas com pertences. Mas, nem todos carregavam consigo suas coisas. Aliás, um homem ainda dormia, no gramado da praça da Bandeira, acomodado em papelão e forros de cama. Alguns metros distante dele, as cobertas e papelões de outras pessoas ainda estavam dispostas, pois eles haviam acordado pouco antes da reportagem chegar ao local, por volta das 10h20. Junto às roupas, havia também material reciclável e sacolas; uma delas com balas de goma, usadas como “ganha pão” de uma das mulheres, conforme ela mesma contou.

Vencida pela recusa da população de rua, a reportagem fez a última tentativa de diálogo com um dos homens. Depois de explicar e garantir que não o identificaria, questionou o porquê de não falar. Com o olhar carregado de lágrimas – que resistiram a queda pela face – disse que era a segunda vez que ele morava na rua. Já havia saído da situação em outra oportunidade, mas, por motivos que preferia não revelar, retornou àquela realidade.

Boa praça – que não leva desaforo

Depois de algumas tentativas de aproximação, frustradas, a reportagem do Jornal Panorama buscou por contatos, partindo do pressuposto de que pessoas com mais intimidade poderiam auxiliar no trabalho. Deu certo. Funcionários do comércio local indicaram um morador de rua que concordou em falar, sem restrições. Panorama optou por preservar a identidade dele, mesmo assim, por perceber que a exposição poderia representar prejuízos ao homem. Portanto, todas as vezes que ele for citado, será chamado de “B”, letra apenas simbólica.

B tem 52 anos, é natural de Taquara e, segundo ele, foi parar nas ruas por ter se envolvido com drogas. O taquarense relatou que chegou a trabalhar no setor público de Taquara e também como vendedor ambulante. Não teve condições de estudar na infância e na adolescência, e também não teve ânimo para concluir o currículo da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Influenciado pelas decepções, e buscando uma renda mais fácil, B acabou experimentando o mundo das drogas. Segundo ele, consumia maconha. “Caiu” (foi preso) por tráfico, em duas oportunidades. A segunda foi em 2008, quando ele vendia os mais diversos tipos de substâncias químicas. Foi condenado a oito anos de prisão, mas cumpriu pena de quatro meses – devido à remissão – na Penitenciária Estadual de Charqueadas.

Na prisão, ele contraiu uma doença nas pernas. A enfermidade prejudicou a circulação sanguínea e a saúde da pele. B conta que sempre se abrigou com a mãe dele, mas ela acabou mudando de cidade e, quando ficou sabendo da prisão do filho, vendeu o imóvel que tinha em Taquara. B não teve para onde voltar, quando foi libertado. O único destino foi a rua. Na atual realidade, ele é conhecido por ser boa praça. Tem a amizade e o amparo de muitas pessoas do comércio local. Recebe refeições, diariamente, de um restaurante e de uma pizzaria. Guarda os pertences e um refratário plástico (que usa para retirar a comida que ganha) em pontos estratégicos da cidade; como se fossem armários públicos.

De vez em quando, B consegue fazer a higiene pessoal na casa de alguém. Para dormir, se acomoda em papelões e cobertas doadas, próximo a edifícios. Durante o dia, faz “biscates” e também comercializa balas de goma. À noite cuida de estacionamentos e “sobrevive”. Na rua, B descreve que vivencia as mais diversas situações. Recebe ajuda de muitas pessoas, mas também sofre agressões. Segundo ele, recentemente levaram o colchão e algumas cobertas dele, por pura maldade. Em outra oportunidade, também jogaram álcool no rosto dele e ameaçaram atear fogo. Ele defende que procura não se envolver em confusões, não usa mais drogas e também não rouba nada de ninguém – apesar de alguns colegas de rua afirmarem o contrário, durante a entrevista, e serem repreendidos por ele.

Questionado se teria um desejo de Natal, B revelou mais uma parte da história dele. Disse que gostaria de ganhar um celular para falar com a ex-mulher e os filhos. Contou que tem dois casais de filhos e se separou por intrigas de terceiros. B disse que não deseja a vida que ele leva para ninguém e gostaria de ter uma casa para morar. Indagado se não teria amparo da família, disse que a convivência já não é a mesma e é difícil se adequar às regras novamente, ser compreendido. Mas, na rua também não é fácil. B disse que quem mora na rua costuma ser julgado pelo comportamento da maioria e, sabendo disso, o caminho menos hostil acaba sendo a solidão.

Conversa inesperada e reveladora

Enquanto a reportagem do Jornal Panorama conversava com B, foi surpreendida pelo interesse de outra pessoa. Um homem que passava sentou-se na calçada em frente e testemunhou o bate-papo. Intrigado, ele questionou se a conversa tinha alguma finalidade social e foi retribuído com, além da resposta, outra pergunta: se ele morava em Taquara e se a cena havia lhe causado estranheza, considerando que o local era público. “Alex”, nome combinado entre ele e a reportagem para identificá-lo, mudou o rumo da matéria. Respondeu que a cena lhe chamou atenção, sim, principalmente porque ele já havia morado na rua e vivenciado dias inimagináveis à maioria das pessoas.

Convidado a contar detalhes da história dele, Alex concordou. Descreveu situações, de fato, chocantes sobre as ruas e, principalmente sobre um dos principais caminhos que levam pessoas – das mais diversas classes sociais – para uma verdadeira bolha de horrores: as drogas. Alex disse que foi por se envolver com a drogadição que ele e um irmão deixaram o conforto da casa dos pais para viverem de trocados, conquistados às custas de mentiras e encenações, nas ruas de Taquara. Segundo Alex, no caso dele, a família já tinha um histórico de alcoolismo e as drogas surgiram como uma válvula de escape quando os pais decidiram mudar do interior de Três Coroas para a cidade. Para se sentirem aceitos, ele e o irmão começaram a usar drogas com os novos amigos e alguns familiares.

Na época, ele tinha 17 anos. A maconha foi a primeira experiência dele e do irmão, que os levou, em poucos meses, ao tráfico. Além de usar a droga, eles passaram a comercializar e acabaram sendo apreendidos pela polícia. O fato causou um impacto familiar e os pais decidiram mudar de cidade, para evitar que o envolvimento dos filhos se tornasse ainda mais grave. Mas, ao contrário do que os pais imaginavam, Alex decidiu ir além e experimentou também a cocaína. Disse que no início ele até soube administrar o vício, sem que interferisse na vida social e familiar. Arrumou um emprego em Porto Alegre e passou a receber muitos benefícios, além de um salário alto.

Mas, com a mudança, nasceram novos vínculos e relacionamentos com pessoas que apresentaram Alex ao crack. As coisas começaram a mudar e ele decidiu sair de Porto Alegre. Mudou para Taquara e conheceu uma moça com quem se casou e mudou para Santa Catarina. Segundo ele, era como se fugisse de si mesmo, mas acabasse no mesmo caminho. Ficou “limpo” (sem drogas) por algum tempo. Depois voltou à maconha e, logo, também “reencontrou” o crack. Disse que quando a pessoa não quer parar com as drogas, ela encontra a substância em qualquer lugar que vá. Alex disse que acabou destruindo a vida da esposa e acabaram se separando.

Quando voltou para Taquara, Alex conta que arrumou outro emprego. O tempo passou e ele conheceu outra moça. Se afastou dos vícios e chegou a se internar em uma clínica de recuperação, mas não resistiu e acabou reincidindo nas drogas, além de romper com a nova namorada. Nesse período, Alex foi surpreendido pela polícia, em uma abordagem de rotina e acabou sendo preso. Ele havia sido condenado a prestar serviços ao setor público e ficado em débito com a justiça. Preso na Penitenciária Estadual de Charqueadas, Alex cumpriu parte da pena e foi transferido para o presídio de Taquara. Ele conta que, dentro da cadeia – independente da cidade – a drogradição era ainda mais pesada do que em liberdade. Alex disse que se “afundou”.

Quando conquistou o regime semiaberto, ele deu um jeito de fugir. Foi para Santa Catarina novamente. Lá, ele e o irmão tiveram que ser resgatados pela família, devido à situação que chegaram com o uso de drogas. Ao retornar, Alex decidiu se internar mais uma vez e, com orientação médica e jurídica, procurou a Justiça para pagar sua pena. Conseguiu comprovar a dependência química e quitou o débito com a Justiça na clínica mesmo. No entanto, ao sair da instituição, voltou à drogadição e então perdeu o apoio da pessoa que mais lhe amparou durante toda a vida: a mãe.

“Vida fácil”

Entre a família e as drogas, Alex disse que escolheu a rua. Explicou que a dependência era tamanha, que nada mais fazia sentido, além da gana por saciar o vício. Na rua, Alex descreve que não precisava mais se preocupar com as despesas com água, luz, e alimentação. Ninguém estabelecia regras, então sobrava tempo para alimentar a dependência dele pelas substâncias químicas. O jovem, que outrora trabalhava e ganhava um salário considerável no ramo da alimentação, agora atuava como um verdadeiro ator, nas ruas dos municípios do Paranhana. O desejo pelo crack o fazia dormir pensando como faria para conseguir as porções do dia seguinte.

Alex disse que montou um roteiro de histórias para conseguir dinheiro e passou a executá-lo em lugares e horários específicos. Para alguns, ele era pai de crianças doentes, para outros, precisava de dinheiro para comprar passagens, e assim por diante. Algumas pessoas contribuíam mensalmente com as causas do personagem, fazendo que Alex conseguisse em torno de R$ 200,00 por dia, em algumas épocas do ano. E, quando o caso ficava manjado, ele mudava de cidade por algum tempo.

Entre os detalhes que mais impressionaram a reportagem, ao ouvir o relato de Alex, estão os fatos de que ele não se importava com as dificuldades, ou mesmo com o que pensavam a respeito do dia a dia dele. De vez em quando a saudade da família apertava, mas, quando lembrava que da responsabilidade familiar e social, logo se envolvia com alguma coisa para seguir a rotina das ruas. Nada era “desperdiçado”.

Quando não conseguia dinheiro, trocava lixo e até a comida, que ganhava, com os traficantes. Ele afirma que muitas pessoas negavam a moeda em espécie, mas os traficantes aceitavam o que tivesse valor. O objetivo de Alex era alcançado a qualquer custo – exceto de roubo, segundo ele. Mas a mentira era sua principal ferramenta de trabalho.

Por outra perspectiva, Alex conta que a vida era constrangedora. As humilhações vinham de todos os lados; de pessoas que o repreendiam e mandavam trabalhar; dos traficantes, que não perdoavam as dívidas, em hipótese alguma; e dos próprios colegas de rua – que de vez em quando disputavam o espaço e as drogas uns dos outros. No inverno, os pés rachavam com o frio e as más condições das roupas e calçados, somadas à falta de higiene. O olhar das pessoas era o espelho da humilhação e até provocavam a consciência. Mas, segundo ele, a vontade de usar droga era maior do que qualquer coisa.

Alex sobreviveu nas ruas, na rotina do crack, por mais de dois anos. Disse que nos últimos dias, ele mesmo já estava cansado de tudo aquilo. Provocava situações com traficantes para ver se algum lhe tirava a vida. Hoje, “limpo” há seis anos, pesa cerca de 90kg. Na época da rua, pouco mais de 40kg. Descreve que era um cachimbo ambulante. O irmão de Alex também vivenciou toda essa realidade.

No dia 17 de junho de 2013, Alex decidiu encerrar o ciclo de escravidão às substâncias químicas. Pediu ajuda para um grupo da mesma comunidade terapêutica em que ele havia sido internado e quitado o débito com a Justiça. Ele lembra que foi um dia marcante, pois a decisão representava renunciar toda a liberdade das ruas e o consumo do crack. Alex gastou os últimos tostões que tinha no que pôde comprar de droga. Usou e depois seguiu sem pensar. O então, ex-morador de rua, ficou internado por aproximadamente seis meses. Durante esse período, buscou apoio em uma equipe de um Centro de Atenção Psicosocial (Caps) e depois num grupo de Narcóticos Anônimos (NA). Disse que se identificou com o trabalho do NA e segue até hoje.

Atualmente, Alex é um empreendedor, constituiu família, voltou a conviver com a dele, e diz que cada dia se tornou único. Resumindo tudo o que passou, ele afirmou que é possível se recuperar e livrar das drogas. Que o segredo é querer e buscar ajuda, pois sozinho ninguém vence. Destacou que também não se pode basear-se nos outros, pois ninguém sai da drogadição pensando em agradar alguém. É preciso ser esse alguém e se valorizar, acima de qualquer coisa.

“A vida é boa – cheia de problemas, de despesas e prestações – mas é assim que tem que ser, e a melhor coisa é poder viver de cara (sem drogas)”, afirmou o ex-morador de rua e dependente químico.

Nas ruas do Brasil

Trecho retirado do Ministério da Saúde

De acordo com a Política Nacional para a População em Situação de Rua (Decreto nº 7.053/2009), esta população é caracterizada como “grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória”.

Em 2015, a estimativa das pessoas vivendo em situação de rua no Brasil foi de 101.854, sendo que a maioria (77,02%) delas vivia em municípios de grande porte e na região Sudeste (48,89%). As características majoritárias das pessoas que constituíam a população em situação de rua eram: sexo masculino, adultos jovens (25 e 44 anos), exerciam atividade remunerada, passavam a maior parte do tempo nas áreas comerciais das cidades. Os fatores que influenciam a vivência na rua são diversos, mas os principais foram: uso abusivo de álcool e/ou outras drogas, desemprego e conflitos familiares.

Os contextos vivenciados pela população em situação de rua apresentam múltiplas vulnerabilidades, sendo um desafio para as políticas públicas, em especial aquelas relacionadas à saúde. A situação de rua implica maior vulnerabilidade para o adoecimento por vários motivos – pelos riscos de estar na rua, pela dificuldade de aderir em tempo oportuno aos tratamentos adequados e de acessá-los, entre outros. A estigmatização da população em situação de rua é outro fator que a vulnerabiliza e a torna mais exposta às diversas formas de violência.

Nas ruas de Taquara

Informações da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação

Conforme a Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação, nos últimos três meses, foram registrados 135 atendimentos, feitos a 54 pessoas em situação de rua, no Albergue municipal. Não há dados específicos sobre a população que vive nas ruas de Taquara e o município absorve a demanda de toda a região do Paranhana, e de qualquer outra cidade que, porventura, tenha pessoas na cidade, através do serviço do Albergue. Na região, as cidades mais próximas a oferecerem serviços semelhantes são Novo Hamburgo, Porto Alegre e Viamão.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Social e Habitação, Anildo Araújo, o Albergue Municipal é um dos serviços que integra o trabalho da Secretaria. Funciona como uma casa de passagem, para o acolhimento de pessoas em situação de rua, ou moradores de rua. No local, o público tem acesso a até duas refeições por estadia (janta e café da manhã), além da estrutura para higiene pessoal, incluindo doação de roupas limpas, recebidas mediante doações à Secretaria de Desenvolvimento Social, e disponibilizadas pelo Albergue.

Conforme o secretário, devido aos recursos escassos, o atendimento do Albergue é limitado a três noites por mês para cada usuário, podendo ser renovado por mais três, conforme a necessidade da pessoa e disponibilidade de serviço. Para manter a ordem, há horários específicos para entrar e sair do prédio. Das 19h às 7h, o público é recebido, servido e organizado para pernoitar. E, durante a manhã, são doadas roupas para toda a comunidade que tenha interesse, através do projeto “Varal solidário”.

Araújo explica que, para aqueles que buscam pernoitar, é preciso primeiro se cadastrar junto ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Segundo ele, é uma forma de garantir a segurança dos próprios usuários, já que, sem informações, o serviço fica exposto a foragidos do sistema prisional, por exemplo. O secretário disse que muitas vezes os servidores não são compreendidos, mas precisam impôr o cumprimento das regras para não comprometer o funcionamento do Albergue.

Segundo Araújo, a secretaria faz o possível para prestar o melhor atendimento.  Mas admite que os resultados dependem do esforço de toda a rede – Saúde, Educação, por exemplo – que também se dedicam ao máximo, conforme explicou o secretário. Araújo disse que é bastante delicado trabalhar com este público, especialmente porque as pessoas que, de fato, moram na rua, se recusam a receber ajuda, ou acessar aos serviços do Albergue, principalmente por não se adequarem às regras e horários. Ainda assim, a equipe busca compreender as realidade e oferecer o que está ao alcance.

Pauta de campanha

Em maio deste ano, em virtude de reclamações feitas por clientes do comércio taquarense e cidadãos que frequentavam praças da área central do município para lazer, a Prefeitura, junto com a Brigada Militar, Grupo de Apoio à Segurança e comerciantes desta região da cidade lançou a campanha “Taquara sem Esmolas”. A ação tinha o objetivo de orientar a população para não dar dinheiro em espécie a pedintes, moradores de rua ou pessoas em situação de rua. Isto porque muitos deles faziam abordagens coercitivas a cidadãos, conforme relatou o grupo idealizador da Campanha. Na época, um dos empresários explicou que existem formas alternativas para ajudar pessoas em estado de vulnerabilidade social. Citou o próprio Albergue como exemplo.

Na semana passada, a reportagem do Jornal Panorama procurou informações sobre a campanha e foi informada que a ação não está ativa no momento. Mas, pode ser retomada, caso haja necessidade.