
Membros da escola Mocidade Jardim do Prado participaram, nesta quarta-feira (5), de uma entrevista no programa Painel 1490, da Rádio Taquara, com a preocupação de esclarecer aspectos relacionados ao Carnaval Cultural de Taquara, que será realizado no dai 23 de fevereiro. José Luis Lopes da Silva e Cristiano Luis Oliveira se mostraram preocupados com informações distorcidas que vem sendo postadas em comentários na internet, em especial relacionados ao uso de verba pública para o evento. Os dois asseguraram que não há uso de recursos da Prefeitura de Taquara destinados às escolas de samba. A administração atuará apenas com a infraestrutura do local e a disponibilidade do equipamento de som, em um custo que não deve superar os R$ 2 mil.
O evento será aberto ao público e à participação de toda a comunidade, de forma gratuita. Segundo os dois integrantes da escola de samba, uma das mais tradicionais de Taquara, os grupos se reúnem o ano todo para promover a cultura carnavalesca, e com isso conseguem recursos para viabilizar as atrações artísticas que estarão presentes, como grupos de pagode e samba. A Prefeitura não pagará estes valores e, além do som, somente ficará responsável pela elaboração do Plano de Prevenção de Incêndio (PPCI), o que faz com suas equipes próprias.
José Luis e Cristiano Oliveira reforçaram que todas as atividades culturais do município precisam e devem ter o seu espaço, o que os grupos carnavalescos estão buscando ao realizar a sua atividade. Pediram respeito às atividades da folia de Carnaval, pois têm tradição histórica em Taquara e muitos adeptos, que possuem suas famílias, que não merecem acompanhar algumas adjetivações pejorativas publicadas nas redes sociais. Acrescentaram que os grupos de Carnaval apoiam e são parceiros de todas as atividades culturais de Taquara e mantêm respeito por elas.
Sobre um constante comentário publicado em redes sociais, de que o recurso poderia ser utilizado no Hospital de Taquara, os dois reforçaram que a verba da cultura para o evento é mínima, vinculada ao setor cultural e que as escolas não terão recurso público. Destacaram, porém, que os organizadores do Carnaval Cultural são parceiros da comunidade para organizar ações que beneficiem o hospital nas mais variadas formas de arrecadação de recursos.


