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Polícia investiga se jovem morto em Taquara foi vítima de tortura

Operação Ruína prendeu dois acusados de homicídio nesta terça-feira (18).
Divulgação / PC

A Polícia Civil investiga se a ossada encontrada no terreno de um sítio, no interior de Taquara, nesta terça-feira (18), é de uma vítima de tortura. O jovem, morador de Canoas, estava desaparecido e tinha 24 anos. Ele pode ter sido morto com um processo conhecido como “micro-ondas”, que, segundo a polícia, consiste em carbonizar o corpo da vítima dentro de pneus, minimizando, desta forma, vestígios que possam identificá-la. O jovem estava desaparecido desde 31 de janeiro.

Segundo o delegado Mário Souza, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, tudo indica que os criminosos fizeram esta crueldade. Para identificar a vítima, os policiais tiveram que fazer uso de objetos encontrados no matagal e que pertenciam à vítima. “Este tipo de crime em geral está ligado ao tráfico de entorpecentes, que é uma das hipóteses por trás desta morte tão violenta que aconteceu com o rapaz. É claro que ainda não sabemos se existe relação entre a vítima e os dois criminosos presos. Sabemos que ele as conhecia, mas não o grau de envolvimento”, comentou o delegado Thiago Carrijo.

De acordo com o delegado Thiago, o jovem estava se deslocando para um evento no litoral norte com algumas pessoas. “Os policiais civis iniciaram a investigação através da análise de imagens, desde o desaparecimento da vítima até o local onde ela foi executada. Nos primeiros dias, os suspeitos já foram identificados assim como o veículo utilizado pelos mesmos, sendo representado pela prisão dos envolvidos. A vítima conhecia os criminosos. A partir daí, o trabalho investigativo se deu no sentido de identificar a rota utilizada pelos criminosos, bem como seus prováveis destinos”, relatou o delegado.

Utilizando-se modernas técnicas de investigação, a equipe de policiais civis chegou a uma área rural localizada no município de Taquara, onde a vítima havia sido executada, queimada e enterrada. “Após um trabalho intenso de busca, utilizando inclusive de cães farejadores, a equipe localizou as cinzas dos objetos utilizados para queimar o corpo e os restos mortais da vítima em uma cova localizada próximo ao local. A equipe também localizou junto ao corpo um relógio, que familiares reconheceram como sendo da vítima. A identificação completa só será possível através do exame perícias laboratoriais”, concluiu Carrijo.