Patrícia Rodrigues Fauth, 38 anos, é natural de Porto Alegre. Tem uma filha: Thamaíne Fauth da Silva (17). É comerciante e produtora de eventos em Taquara e na região do Vale do Paranhana.
Conte-nos sobre sua trajetória na área de eventos.
Comecei a atuar em eventos através do voluntariado, com apresentações para crianças carentes, na Apromin e na creche Curumim. Após fui sendo convidada para organizar festas de amigos e dali em diante não parei mais. Agora estou neste meio de forma mais profissional, com maior investimento e dedicação.
Fale-nos sobre seu envolvimento com o Carnaval.
Sou apaixonada por Carnaval e por Taquara. Acho que devemos ajudar todos os eventos que podemos. Eu fazia parte da escola de samba Mocidade Independente Jardim do Prado e hoje estou ajudando a Unidos da Pinheiro. Também prestigio os bailes de Carnaval do Clube Comercial, entidade com a qual estou em conversação a fim reorganizar o Bloco dos Solteiros para o ano que vem. Minha mãe também sempre foi apaixonada por Carnaval, acho que isso está no sangue. Minha filha também participou do bloco infantil do Clube quando era pequena, foi porta-estandarte, princesa e rainha do bloco, e ainda foi musa e desfilou pela Mocidade Independente Jardim do Prado.
Comente sobre sua paixão pelos animais.
Minha mãe sempre fez caridade e ajuda a comunidade como pode. Aprendi com ela e hoje faço um trabalho social com a bicharada, pois acho que os animais não têm culpa por estarem na rua. Tento arrumar um lar para eles e, para aqueles que não consigo, levo comida num terreno em frente à minha casa. Eles já são abandonados, ficam na rua, sem carinho, passando fome e, se ainda acabam doentes, aí sim é que as pessoas vão querer jogar pedra e maltratá-los. Também tenho um grupo de amigas através do qual cadastramos e ajudamos famílias atingidas pelas enchentes. Agradeço muito a elas e ao Masutti (Luis Carlos), pelo espaço que me dá no programa (Painel 1490 da Rádio Taquara) para pedir ajuda à comunidade.
Quais são suas impressões de Taquara?
Nasci e me criei em Porto Alegre. Vim a Taquara aos 15 anos, quando meu pai (Elói Darci Fauth) montou a Maqsoldas, que existe há 23 anos. Taquara foi a cidade que nos abriu as portas para tirarmos nosso sustento e, se Deus quiser, quero viver aqui todo o resto da minha vida. Amo Taquara, acho que temos que persistir, sermos bairristas, brigar pela cidade e trazer sugestões em vez de só criticar e botar defeito.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou extrovertida, autêntica, intensa e não tenho um gênio muito fácil. Do mesmo jeito que sou correta com os outros, quero que sejam comigo. Sou muito amiga, muito franca, humana e, minha característica fundamental: sou muito ciumenta em relação aos meus pais e à minha filha. Por eles eu brigo, eu xingo, pois tenho o maior orgulho do mundo deles, que são a minha vida.
O que você gosta de fazer a título de lazer?
Vou muito para o meu sítio, próximo a Rodeio Bonito, ficar com a minha mãe, Nelcy Rodrigues Fauth. Gosto de estar com a minha família e, até por fazer eventos, amo festas, amo praia, e o que gosto realmente é de estar perto de pessoas que estejam felizes, pois não gosto de gente que está sempre “reinando”.
O que você se preocupou em passar para sua filha?
O mesmo que aprendi com a minha mãe: nunca humilhar o próximo e dar valor a cada copo de água que temos na mesa, valorizar a saúde e a vida. Também a não deixar os valores e as raízes irem embora, bem como respeitar os direitos das outras pessoas.
Quais são seus planos para o futuro?
Trazer eventos maiores e populares para Taquara, para que nossa comunidade tenha mais oportunidades culturais e, principalmente, que todos possam prestigiar. No âmbito pessoal, planejo viver intensamente, ser muito feliz, mais do que já sou, sempre agradecendo a Deus.
Uma mania: roer unha (uma mania feia).
Habilidades: bordar, inventar moda e estilos e desenhar roupas.
Prato predileto: o meu churrasco, que aprendi a fazer com meu pai.
Lugar: minha casa e meu sítio.
Estilo musical: extremamente eclética, gosto de pagode, MPB, rock sertanejo, enfim, tudo que seja música boa.
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: “Nunca te tornes indigno da confiança que em ti depositarem”, esta é minha frase de vida, que li uma vez no livro de poesias da minha mãe.


