A pandemia do Covid-19 tem sido um assunto de interesse global e, não longe disso, da população taquarense. É notória a situação de alerta para o grupo de risco, que vai muito além dos idosos e também, claro, que as crianças, gestantes e pessoas de saúde debilitadas vão sofrer muito e, inclusive, morrer em decorrência da pandemia. Os atuais dados mostram que no Brasil cerca de setenta e sete (77) mortes e quase três mil (2915) casos confirmados, segundo os dados do Ministério da Saúde até agora.
Há outro vírus mortal está em plena atividade no cotidiano taquarense: a desinformação. Com isso, sabemos que há todo o tipo de jogo ocorrendo nas telas de celulares e jornais impressos, sendo vinculados com ou sem fonte, profissional adequado, ou mesmo, político e seus próprios interesses. Após o pronunciamento nessa terça feira, dia 24, do presidente da República, pude notar o crescente desejo de voltar a violar as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre a quarentena, afim de minimizar o contágio e dar tempo e espaço para os hospitais e profissionais da área possam atuar sem demais tumultos e superlotação para que, única e exclusivamente, pessoas comuns possam voltar a ter o seu sustento.
Sabendo disso, a inércia governamental de amparo à população pobre me fez lembrar de notícias que até pouco tempo eram notas de rodapé em jornais locais tais como: – Lucro dos quatro maiores bancos do Brasil batem recordes de 59,7 bilhões; – Rendimento médio dos mais ricos cresce 8% e o dos mais pobres cai 3,2% em 2018. As medidas adotadas para durarem poucos meses afetaram em cheio o pensamento da classe média, creditando o pânico à sua receita que vem a cair sem nenhum funcionamento ou mesmo, inatividade total. As medidas adotas até agora não são sobre economia e sim sobre vidas. Devem ser usadas para proteger o sistema de saúde e a população que depende dele. Segundo o próprio ministro da Saúde, Luiz Mandetta, haverá um colapso no sistema público e privado em decorrência desse vírus.
Os noticiários da própria mídia em geral têm dito que a segunda economia do mundo, a China, colocou o país inteiro em quarentena a ponto de parar a poluição e gerar enormes problemas econômicos para si própria. O Brasil não tem o melhor sistema econômico e de distribuição de renda no mundo, é bem visível a distribuição de renda ser absurda no país. Para tanto, devemos cobrar nossos governadores e prefeitos medidas sérias sobre proteção da renda mínima familiar, proteção da saúde pública e dos setores da economia com maior circulação de agentes da saúde e necessidades básicas de alimentação, comunicação e transportes. Não caiam nessa de que a economia brasileira vai colapsar por um tempo parada, já que as arrecadações dos mais ricos são o suficiente para manter esse tempo e ainda gerar muito conforto aos demais serviços necessários.
Siga as recomendações de saúde e lembre-se que depois de morto ou doente, a economia não irá te trazer de volta. Proteja quem você ama e cobre seus políticos para garantir o mínimo de conforto nesse crise mundial. Evite histeria e opinião de quem não é da área da saúde, seja prudente.
Por Derik William, de Taquara


