Os hospitais das cidades do Vale do Paranhana, – Taquara, Parobé, Igrejinha, Três Coroas, Rolante e Riozinho – informaram à reportagem do Jornal Panorama, que possuem, apenas, 26 respiradores disponíveis para o atendimento, somando os próprios equipamentos com aqueles disponíveis, também, em carros de anestesia. As informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa, secretário de Saúde de Taquara, equipe de enfermagem e direção das casas de saúde.
De acordo com o secretário de Saúde de Taquara, Vanderlei Petry, o Hospital Bom Jesus (HBJ) possui oito respiradores prontos para o uso. Segundo Petry, o HBJ deverá retomará suas atividades em, aproximadamente, uma semana, e o local poderá receber à população para atendimento novamente.
A assessora de imprensa, Renata Helena Guighi, que assessora os hospitais São Francisco de Assis (HSFA), em Parobé; Bom Pastor (HBP), em Igrejinha; e Dr. Oswaldo Diesel (HDOD) em Três Coroas, confirmou que no total, existem sete aparelhos de respiração artificial, sendo três no HSFA, dois no HBP e dois no HDOD. Ainda segundo Renata, existem os “Carros de Anestesia”, que também possuem respiradores. Esses carros, somados, possuem mais sete aparelhos.
Já o diretor da Fundação Hospitalar de Rolante (FHR), Flaubiano Lima, relatou que o hospital possui três aparelhos de respiração artificial disponíveis na casa de saúde. A situação mais crítica está no município de Riozinho. Conforme a equipe de enfermagem do Hospital Nossa Senhora do Rosário (HNSR), a instituição possui apenas um respirador artificial.
A assessora Renata informou, no entanto, que casos graves não permanecerão nos hospitais da região. Os respiradores existentes no Paranhana serão utilizados na estabilização dos pacientes, até que sejam encaminhados a hospitais definidos como referências para o atendimento ao coronavírus. “Esses pacientes que porventura chegar em estado grave, ou a situação se agravar, serão utilizados os respiradores dos hospitais da região enquanto eles forem estabilizados. O paciente vai ser cadastrado no sistema do governo estadual e direcionado para um leito nos hospitais de referência para o coronavírus”, comentou Renata.
A preocupação com a disponibilidade, ou a falta desses aparelhos, se tornou mais latente com o aumento de casos do novo coronavírus (Covid-19). Segundo o Ministério da Saúde, as pessoas infectadas pelo Covid-19, que desenvolverão a forma mais grave da doença, precisarão do uso de aparelho, pois o vírus ataca, principalmente, o sistema respiratório.


