Planejamento do futuro dos profissionais liberais, aí incluídos os advogados, no que diz respeito à sua aposentadoria, ganha especial importância, pois dependerá quase que exclusivamente dos próprios profissionais.
O liberal precisa pensar como será sua vida num futuro que, fatalmente, chegará. Não pode ficar alheio a esse fato que é uma verdade incontestável.
A expectativa de vida no Brasil, hoje, é de 73 anos. Está previsto que, em 2050, chegará aos 81 anos.
Segundo Lúcia França, psicóloga e PhD em Psicologia Social pela Universidade de Auckland – Nova Zelândia (2004), “o planejamento da aposentadoria do profissional liberal deve contemplar quatro dimensões:
a) fatores de risco ou de sobrevivência, que representam os investimentos financeiros, intelectuais e de saúde necessários à aposentadoria, tendo em vista a sobrevivência mínima para o futuro, a educação, o cuidado e a promoção da saúde (alimentação balaceada, exercícios físicos, visita médica e exames periódicos).
b) relacionamentos familiares, que representam as relações com parceiros(as) e com os filhos e os pais. São investimentos que requerem atenção e dedicação constantes, tendo em vista a harmonia e a satisfação agora e na aposentadoria.
c) fatores de bem-estar pessoal e social, que compreendem a participação em uma associação, o trabalho voluntário, conhecimento de internet, relacionamento social, as atividades de lazer e culturais e o desenvolvimento da criatividade.
d) fatores relacionados ao novo começo profissional, que representam uma segunda carreira, novas oportunidades de negócios e o apoio psicológico. Dizem respeito à continuidade do trabalhador no mercado de trabalho e o apoio necessário à transição de carreira.”
É preciso diversificar as atividades antes para que se tenha um bem-estar na aposentadoria. O que não pode acontecer é o profissional aposentar-se sem qualquer programação. De uma hora para outra, sai de uma atividade intensa e passa a nada fazer. Tal situação, fatalmente, o levará à angústia, ao nervosismo e, até mesmo, à depressão e/ou à morte, salvo se possuir um temperamento que se sinta bem na situação de ociosidade.
As opções hoje existentes para o planejamento da aposentadoria são: a) a contribuição para o INSS; b) a contribuição para um programa de aposentadoria privada, através dos bancos; c) a constituição de um patrimônio – investimento imobiliário – que possa render, no futuro, um valor que proporcione uma aposentadoria digna; d) investimento no mercado de capitais, com a compra de ações; e) investimento em fundos de renda fixa ou variável e/ou poupança.
A aposentadoria do profissional liberal deve ser construída com bastante antecedência. O ideal é que comece a se preocupar com ela desde o início da carreira.
O que importa é que esses investimentos sejam diversificados, constantes e baseados em percentuais de renda anuais acumulativos, em função do estilo de vida que se quer ter na aposentadoria.
Esta postagem foi publicada em 19 de fevereiro de 2010 e está arquivada em Colunas.


