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Taquara registra mais de 2 mil atendimentos e entrega 850 cestas básicas, em menos de dois meses

Antes da pandemia, em dois meses, eram realizados cerca de 600 atendimentos, e entregues cerca de 200 cestas básicas.

Com o estado de pandemia ocasionado pelo novo coronavírus (Covid-19) muitas pessoas passam por dificuldades extremas. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação (SMDSH), desde o início do estado de calamidade decretado em Taquara (Decreto nº 68/2020 – 20/03/2020), desenvolve um trabalho para sanar as demandas emergenciais da população, com atendimentos diários.

Segundo a coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), psicóloga Caroline Britto da Silva Silveira, houve uma grande demanda em função de muitas pessoas estarem sem poder trabalhar. “Nesse período, em função da pandemia, ocorreram muitas demissões, suspensões de contratos, o que ocasionou um grande número de atendimentos. Desde 18 de março já foram realizados mais de 2 mil atendimentos e entregues mais de 850 cestas básicas”, revelou Caroline. “Antes da pandemia, em dois meses, fazíamos cerca de 600 atendimentos e entregávamos cerca de 200 cestas básicas”, relatou.

No início da pandemia, os atendimentos eram realizados por telefone. Atualmente é presencial. A equipe do CRAS faz a triagem das solicitações oferecendo orientações e encaminhamentos aos munícipes sobre cestas básicas e demais programas sociais. As equipes do CRAS, do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e do Cadastro Único visam o máximo de cuidado, atendendo com proteção e higienização estabelecidas à equipe e ao usuário.

Para concessão da cesta básica, por exemplo, através de um cadastro específico, as solicitações eram encaminhadas para avaliação da equipe técnica. Foram priorizadas pessoas sem renda fixa (sem salário, sem BPC, sem aposentadoria, etc.), autônomos, trabalhadores informais, população em situação de maior vulnerabilidade social, catadores e famílias em situação de maior vulnerabilidade atendidas pelo Programa Criança Feliz.

“Em decorrência de muitas famílias já estarem recebendo o auxílio emergencial, estamos priorizando, neste momento, famílias que não possuem nenhuma renda ou benefício, ou cujo auxílio emergencial possa estar em análise ou ter sido negado”, explicou a coordenadora do CRAS.

Fotos: Magda Rabie/ Divulgação.

Este é o caso da Ana Paula Clarimundo, de 23 anos, que está desempregada e teve o seu auxílio negado. Ela mora no bairro Medianeira. “Tenho uma filha e é só eu e ela, não tenho dinheiro pra nada, às vezes preciso vender algo de casa pra conseguir nos manter”, contou Ana Paula, que recebe, mensalmente uma cesta básica no CRAS. Para Everton de Oliveira, 30 anos, morador do bairro Santa Teresinha, não é diferente. Também teve o auxílio negado e, tanto ele, quanto a esposa, estão desempregados. “É a primeira vez que venho pedir algum auxílio, pois estou precisando muito”, contou.

No auxílio das cestas básicas, a coordenadora lembrou das diversas doações recebidas da comunidade. “Recebemos muita ajuda a qual agradecemos muito, pois só assim podemos ajudar, cada vez mais, as pessoas que estão passando dificuldades. Recebemos doações de alguns vereadores, prefeito, vice-prefeito, Rissul, Mesa Brasil do SESC, ParanhanaNet. Também recebemos máscaras de doação do grupo Lions em que estamos entregando para usuários que acessam os nossos serviços e não possuem máscaras”, descreveu. Segundo destacou Caroline, já foram recebidas mais de duas toneladas de alimentos em doações da comunidade.

Pessoas em situação de rua

Para o atendimento às pessoas em situação de rua, a coordenadora do Programa Bolsa Família, Clarice Quadros, menciona que é realizada uma parceria entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação e o Instituto Vitória. “O usuário, após passar por avaliação médica no Pronto Atendimento 24h, e descartados sintomas de gripe, é encaminhado para a instituição para pernoitar, fazer as refeições e participar de atividades lúdicas, recreacionais e educacionais, podendo permanecer nas dependências da instituição até o término do período da pandemia”, salienta Clarice. Também são disponibilizadas passagens intermunicipais para aqueles que optem ir para outra cidade.

Primeira Infância Melhor (PIM) e Programa Criança Feliz (PCF)

Em relação ao PIM/PCF o acompanhamento é realizado de forma remota, via whatsapp. Desde o início da pandemia, o trabalho envolveu mais a questão de orientações referentes ao auxílio emergencial, cesta básica, dicas de higiene, dúvidas quanto ao Covid-19, entre outros. A partir do dia 27 de abril, vídeos e postagens com atividades, tanto em relação à pandemia quanto referente ao desenvolvimento infantil, são elaborados e enviados às famílias pelas visitadoras dos programas. Em algumas situações, se a visita for realmente imprescindível, as visitadoras utilizam os equipamentos de proteção individual, bem como observam os cuidados necessários em relação à higiene e saúde.

Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo (SCFV)

No SCFV o acompanhamento também está sendo realizado de forma remota, via whatsapp. O grupo de idosas e adultos já tinham grupo pelo whatsapp em que o mesmo foi aproveitado para diversas orientações e permanência do vínculo. No último domingo (10), Dia das Mães, foi feito um vídeo e enviado por whatsapp homenageando todas as mães dos grupos de Idosos e Adultos. Está sendo organizado um grupo das crianças e adolescentes para envio de vídeos e atividades. Também será realizado contato com os participantes do SCFV através de visitas domiciliares e ligações telefônicas para que as famílias possam continuar sendo assistidas e acolhidas.