Izonaor Emerich Cardoso, 45 anos, natural de São Francisco de Paula. É casado com Beatriz Regina Cardoso, 45 anos, e pai de Paola Tatiane Cardoso, 18 anos, e Iago Fabiano Cardoso, 12. É técnico agrícola, trabalha com inseminação artificial de bovinos e na agroindústria familiar. É vice-presidente da Cotaf (Condomínio Taquarense de Feirantes) e patrão do CTG O Fogão Gaúcho.
Como surgiu o seu envolvimento com o tradicionalismo?
É algo que veio de berço. Meu pai e meu avô foram fundadores de CTG (Ilhapa e Rodeio Serrano, de São Francisco de Paula). Nasci numa fazenda e, desde pequeno, eu ia nas cavalhadas com meu pai. Além de gostar muito das tradições, desde que viemos para Taquara, sempre estive ligado ao CTG O Fogão Gaúcho, onde comecei participando dos grupos de dança, e de onde nunca mais saí.
O que representa para você ser patrão d’O Fogão Gaúcho?
Representa manter o tradicionalismo vivo dentro da história de Taquara. Saber que estou fazendo minha parte para preservar uma entidade do nosso município, que é reconhecida em todo o Estado, para o povo de amanhã. Significa também um hobby e um divertimento, visto que faço o que gosto.
Na sua opinião, houve alguma mudança no tradicionalismo de hoje?
Antes o tradicionalismo era mais simples, visto muito mais como um divertimento. Hoje, ele está muito mais avançado e desenvolvido, mais complexo, em termos gerais. Algumas regras e normas precisaram ser criadas, em função do número de pessoas que participam hoje (cerca de 100% a mais do que antigamente), para que não se perdesse todo aquele legado.
Conte-nos sobre sua trajetória profissional.
Desde criança, me envolvi no trabalho campeiro e na agricultura. Depois de me formar no primário (ensino fundamental), fui para o internato de Viamão, onde me formei na Escola Técnica Agrícola (ETA). Em seguida, retornei para Taquara e trabalhei durante sete anos e meio na Prátika, como técnico agrícola. Após voltei para a agroindústria, onde estou até hoje. Sou vice-presidente da Cotaf, da qual meu pai foi um dos primeiros produtores a participar. Somando-se esse tempo, trabalhamos na feira do produtor há cerca de 28 anos.
O que gosta de fazer nas horas vagas?
Em primeiro lugar, gosto de estar no CTG acompanhado de meus filhos. Eles são o meu orgulho, pois mostram que o nosso trabalho está sendo continuando. Também adoro participar de futebol. Faço parte da diretoria da escola de futsal Força Jovem e colaboro com o projeto Genoma Colorado. Além disso, gosto de ficar com minha família e meus amigos e de dançar em bailes e fandangos.
Cite suas principais características pessoais.
Sou muito amigo. Não vejo maldade nas pessoas, encaro tudo pelo seu lado bom e não suporto falsidade. Gosto das coisas corretas, de levar a minha vida do jeito que levo. Sou muito da minha família e vivo muito para os meus filhos.
Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
Nos conhecemos numa festa de São João da escola Theóphilo Sauer, onde participei de uma apresentação de invernada adulta do CTG, e ela estava na platéia. Depois de descer do palco, fui conversar com ela. Nos conhecemos, começamos a namorar e estamos juntos até hoje. O que mais admiro é sua sinceridade, companheirismo e força de vontade de viver a vida alegremente.
Quais são seus planos para o futuro?
Planejo conseguir deixar a entidade do CTG viva e, de certa maneira, forte dentro do tradicionalismo, e ainda dar um bom caminho e uma boa estrutura para meus filhos. Espero também que meu nome seja lembrado como o de uma pessoa de bem para o município.
Um lugar: a fazenda São José, em São Francisco de Paula, onde nasci e me criei.
Mensagem: “Devemos cuidar muito o que fazemos hoje, porque somos o exemplo e o modelo das crianças, que serão os homens de amanhã”.


