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Apesar de aumento de casos, região do Paranhana continua na bandeira amarela

Isso acontece por conta das hospitalizações, que ainda são baixas na região, e uma trava no sistema, que exige três hospitalizações na semana, o que não ocorreu.

Embora a região tenha experimentado, nesta semana, um aumento de confirmações de casos de coronavírus, a elevação não chegou a acarretar mudança na bandeira do Vale do Paranhana no sistema de distanciamento controlado do governo do Estado. Isso acontece por conta das hospitalizações, que ainda são baixas na região, e uma trava no sistema, que exige três hospitalizações na semana, o que não ocorreu. Na rodada preliminar do modelo, divulgada nesta sexta-feira (26) pelo governo, a região de Taquara, que compreende o Paranhana, cotninua na bandeira amarela, de risco baixo. Apenas a região de Bagé também se encontra na mesma situação.

O sistema apontou piora nos indicadores do estado, com mais cinco regiões ingressando na bandeira vermelha: Caxias do Sul, Erechim, Palmeira das Missões, Passo Fundo e Santo Ângelo. Somadas à Porto Alegre, Capão da Canoa, Novo Hamburgo e Canoas, o Estado tem, portanto, nove regiões nesta condição.

As regiões de Santa Maria, Uruguaiana, Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa, Pelotas, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul e Lajeado estão em bandeira laranja (risco médio). A região de Santa Rosa, que se encontrava na bandeira amarela, mas evoluiu, nesta rodada, para a laranja.

As regiões de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e Capão da Canoa permanecem em bandeira vermelha pela segunda semana consecutiva. A região de Caxias do Sul, que esteve em bandeira vermelha na semana retrasada e em laranja na semana que se encerra, retorna à bandeira vermelha.

Assim, as cinco regiões devem seguir a regra que diz que, se fossem classificadas na bandeira final vermelha por dois períodos consecutivos ou alternados dentro do prazo de 21 dias, só poderão ser reclassificadas para bandeira menos restritiva depois de preencherem os requisitos para tal reclassificação por, pelo menos, dois períodos consecutivos de mensuração.

O Decreto 55.322 permite que municípios sob bandeira vermelha sem registro de hospitalização e óbito por Covid-19 de algum morador nos últimos 14 dias e que mantenham rigorosamente atualizados os registros nos sistemas oficiais poderão adotar, por meio de regulamento próprio, protocolos para as atividades previstas na bandeira laranja.

Os municípios que quiserem apresentar recursos ao mapa preliminar, o que será avaliado pelo governo. O prazo para o envio termina às 8h de domingo (28/6). Até a tarde da segunda-feira (29/6), o Gabinete de Crise analisará os dados enviados e rodará o mapa novamente, cuja definição final será divulgada na segunda à tarde. As bandeiras definitivas passam a valer, portanto, a partir de terça-feira (30/6).