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Paranhana está em 13º lugar no ranking de isolamento social entre as regiões do estado

Levantamento do governo do estado mostra que a média de isolamento é de 41,2%.

O Vale do Paranhana ostenta, em um levantamento sobre isolamento social divulgado pelo governo do Estado, a 13ª posição entre as 20 regiões gaúchas que compõem o sistema de distanciamento controlado. A média é de um isolamento de 41,7% na semana. Em dias úteis, este isolamento cai para 39,3%, mas sobe para 47,6% nos finais de semana. Os dados se referem ao período de 29 de junho a 5 de julho. [Confira a íntegra do relatório]

O governo do Estado explica que o isolamento social é uma das principais medidas de prevenção ao novo coronavírus. Lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um isolamento mínimo de 50% para evitar a disseminação do vírus, sendo o ideal de 70%. A medição realizada pelo governo gaúcho leva em conta dados de telefones celulares, em uma parceria com a empresa Inloco, que faz este monitoramento.

Segundo o governo, dentre as fontes disponíveis, o índice da Inloco é o que apresenta maior série histórica e maior facilidade de uso. A empresa calcula a taxa de isolamento a partir de dados coletados de usuários por aplicativos parceiros, possuindo informações de 60 milhões de dispositivos em todo o Brasil, sendo aproximadamente 1,5 milhão no Rio Grande do Sul. No estado, o índice de isolamento ficou em 43% no mesmo período analisado em relação ao Vale do Paranhana.

Conforme a equipe que faz o acompanhamento dos dados disponibilizados pela empresa InLoco, o índice melhorou nas últimas semanas na mesma medida em que mais regiões passaram a ter maiores restrições de atividades econômicas diante do avanço da novo coronavírus. Outro fator que contribuiu para conter as pessoas fora de casa está relacionado com as condições climáticas, em especial nos dias com registro de temperaturas mais baixas, chuva e da ocorrência do ciclone.

No início da pandemia, os gaúchos chegaram a ter índices de isolamento próximos de 60%. Porém, no mês de maio o percentual chegou a despencar para 39,4% e, ao longo do mês passado, o comportamento ficou sempre abaixo da média nacional. “Esse comportamento tem relação direta com o avanço da doença e dos casos que exigem internação em UTI. Portanto, ficar em casa sempre que possível é, até o momento, a medida mais eficaz para conter o vírus”, reforça a coordenada do Comitê de Dados, Leany Lemos.