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Vida amarela: igrejinhenses lançam projeto de acolhimento a pessoas com depressão e prevenção ao suicídio

Projeto, sem fins lucrativos, é realizado no Instagram.

Levar vida, ouvir e colocar-se no lugar do outro, sentir a dor de quem sobrevive à depressão, e até já cogitou suicídio: esse é o objetivo do projeto Vida Amarela. A iniciativa, realizada por meio de abordagens no Instagram, nasceu nesse mês, fruto de um trabalho escolar da igrejinhense Abigail Hübner, de 15 anos, apoiada pela mãe Cleiva Simone Hübner.

Cleiva explica que o projeto foi criado pela filha e os colegas de escola para uma seleção de trabalhos que seriam apresentados numa mostra científica municipal, em setembro do ano passado. Apesar do trabalho não ter sido selecionado, a igrejinhense conta que a filha e os colegas ficaram muito impactados com os estudos feitos para o projeto, principalmente pelos índices mundiais de suicídio e demais situações decorrentes da doença, as quais os alunos não faziam ideia que aconteciam na própria escola.

Segundo Abigail, o assunto foi levado a sério e o grupo dela tratou de conscientizar a comunidade escolar sobre o assunto, aproveitando a abordagem da campanha do Setembro Amarelo. No entanto, o projeto acabou indo para “a gaveta”. Ocorre que, nesse ano, depois de muitas conversas com a mãe, uma admiradora da psicologia, elas decidiram arregaçar as mangas e retomar o projeto de Abigail, estendo-o ao público em geral, não mais apenas à comunidade escolar.

Mãe e filha criaram uma página no Instagram, sem fins lucrativos, e de caráter solidário e colaborativo. Segundo elas, o objetivo é poder compartilhar histórias de pessoas que superaram traumas, abrindo a possibilidade para que outras pessoas se identifiquem com os casos e consigam reagir à dor. Por meio do projeto, elas também se colocam à disposição para ouvir, segundo elas, sem julgar; apenas acolher, exercitar a empatia, seja por mensagens no direct ou e-mails anônimos.

Assim, o projeto também convida a pessoas curadas emocionalmente a compartilharem alternativas de atividades que as tenham ajudado no processo de recuperação. “Convidamos as pessoas para nos enviarem fotos, poemas, registros de trabalhos artísticos como a música, a dança, a pintura, o próprio cultivo de plantas, que é uma coisa que a Abigail faz. Tudo aquilo que comunique esperança, amor, vida. Não queremos substituir psicólogos, mas poder ajudar nesse processo, também encaminhando ao atendimento psicológico. Entendemos que o assunto é muito sério e não podemos ficar de braços cruzados. Por isso, convidamos a todos que puderem contribuir de alguma forma a se unirem a nós. E aos que sofrem, a abrirem o coração e saberem que não estão sós”, destacou Cleiva.

Como acessar o conteúdo do Vida Amarela:

Cleiva Simone Hübner e a filha Abigail Hübner são as administradoras do projeto Vida Amarela no Instagram. Foto: arquivo pessoal.

Para ter acesso ao conteúdo do Vida Amarela, ou contribuir com material para o projeto basta acessar à conta no Instagram. Segundo Cleiva, a filha também tem um canal no You Tube, voltado aos conflitos da adolescência. O canal é Viva a Vida.