
Uma legião de fãs do ator Chadwick Boseman, famoso por dar vida ao personagem Pantera Negra nos cinemas, lamenta a morte precoce do americano de 43 anos de idade, no último dia 28. Boseman foi vítima de câncer do cólon, ou colorretal, o segundo mais comum entre os brasileiros, acendendo um novo alerta para a prevenção e a importância do diagnóstico rápido da doença. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), somente neste ano, são esperados mais de 40 mil novos casos, divididos igualmente entre homens e mulheres.
E para que as chances de cura sejam favoráveis, é preciso que a descoberta da doença aconteça ainda no estágio inicial. “O único exame que pode rastrear o surgimento do câncer do cólon é a colonoscopia. É através dela que podem ser encontrados e retirados os pólipos do intestino, que podem evoluir para lesões cancerígenas”, aponta o médico cirurgião geral Dr. Fábio Strauss.
Ainda segundo o especialista, os pólipos encontrados durante a colonoscopia são enviados para análise, para saber se são malignos ou benignos. “De acordo com notícias veiculadas, Boseman lutava contra o câncer desde os 39 anos de idade. Muito provavelmente, se tivesse descoberto os pólipos em fase inicial, cerca de dois ou três anos antes, teria se curado”, diz Strauss.
Sobre a colonoscopia
A indicação do exame de colonoscopia, em geral, deriva da avaliação do histórico familiar do paciente e também de sintomas. Contudo, sintomas como a presença de sangue nas fezes, dores ao evacuar, dores abdominais e alterações no peso e apetite costumam aparecer já no estágio de lesões.
O exame, por ser feito através de um dispositivo de tubo fino e flexível, com uma microcâmera na ponta, introduzido pelo ânus, desperta uma série de receios, e até mesmo preconceitos. Mas o que o torna válido e importante é seu poder de salvar vidas. “Trata-se de um exame indolor, feito com sedação. E não há necessidade de internação. O paciente é liberado logo após a realização, sempre na presença de um acompanhante”, esclarece Dr. Fábio Strauss.

Prevenção
Em geral, uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos e com pouco consumo de carnes vermelhas e processadas está associada ao baixo nível de risco do câncer colorretal. A prática de atividades físicas, bem como o controle do peso adequado, também auxilia na prevenção. Já o tabagismo e o alcoolismo são hábitos que expõem ao alto risco de ocorrência.


