
Os serviços iniciados na Barragem das Laranjeiras, em Três Coroas, no dia 27 de agosto, despertaram a curiosidade e a apreensão da população da região, nesta semana. No entanto, em contato com a reportagem da Rádio Taquara, na manhã desta quinta-feira (10), o coordenador de Proteção e Defesa Civil três-coroense, Augusto Dreher, descartou qualquer possibilidade de ameaça relacionada à ação.
Dreher explicou que, nas últimas semanas, equipes técnicas da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura Estadual (SEMA) e da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), acompanhadas pelas Defesas Civis de administrações municipais de Três Coroas e Canela, trabalham para levantar as chamadas “comportas de fundo” da barragem, que, segundo ele, funcionam como “ralos”. Para viabilizar a tarefa, iniciada no dia (27) de agosto, são utilizados guinchos, guindastes, macacos hidráulicos, entre outros equipamentos.
A ação foi suspensa, temporariamente, nesta semana e deve ser retomada nos próximos dias, conforme informou o coordenador que, questionado sobre a finalidade do serviço, explicou: “a ideia é levantar as comportas de fundo para esvaziar a barragem e poder consertar a comporta que está danificada. Esta comporta, chamada de segmento, fica abaixo da sala de máquinas da barragem e, devido à avaria, impede que a barragem seja esvaziada para eventuais limpezas”, explicou Dreher.
Comporta foi fechada em 2012
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Três Coroas, a comporta de segmento vem se deteriorando desde 2012, quando a barragem foi alvo de um ato de vandalismo e esse compartimento foi fechado não sendo aberto novamente. Dreher informou que o dano foi identificado, neste ano, via estudo realizado pela SEMA, e encaminhado ao Departamento de Recursos Hídricos (DRH) da Secretaria, que promoveu uma reunião com as Defesas Civis de Três Coroas e Canela para elaborar um plano de ação. Este plano definiu que a alternativa inicial seria esvaziar a barragem para poder viabilizar o conserto da comporta danificada.
Dreher também explicou que a SEMA foi acionada pelas equipes das Defesas Civis locais, depois que os órgãos da região perceberam o vazamento pela comporta de segmento, após a última cheia ocorrida em Três Coroas, e solicitaram apoio técnico ao Estado. De acordo com o profissiona, a comporta onde ocorria o vazamento seria utilizada para gerar energia, caso a barragem estivesse em funcionamento.
Sem risco, mas com área restrita
Questionado sobre os impactos da ação na barragem, Dreher destacou que o serviço é feito com todo o suporte necessário e supervisão de profissionais da área, tais como geólogos e engenheiros e, portanto, não representa riscos. No entanto, o acesso à área está restrito apenas às equipes que trabalham no local, justamente, para prevenir acidentes ou aglomerações da população. Dreher afirmou que o escoamento da água da barragem não deve alterar o fluxo do Rio Paranhana.
A reportagem da Rádio Taquara buscou contatar à SEMA, para eventuais contribuições sobre o caso, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta da Secretaria.







