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Presidente da Fepam diz que risco de rompimento motivou esvaziamento da Barragem Laranjeiras

Análise técnica realizada pelo órgão em setembro constatou o problema.

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) alega que o esvaziamento da Barragem de Laranjeiras, na divisa entre Três Coroas e Canela, foi motivado pelo risco de rompimento da estrutura. Uma análise técnica foi realizada pelo órgão em setembro, informou a presidente da Fundação, Marjorie Kauffmann. “Com a falta de manutenção e abandono, uma análise técnica constatou o risco de rompimento da barragem. Com isso, todos os agentes foram avisados e acionados, para ver as medidas a serem adotadas. Há cerca de dois meses, temos um grupo trabalhando nesse empreendimento e identificamos a necessidade de abertura das comportas”, disse.

O procedimento de abertura começou no sábado (17), segundo o governo do Estado. Na terça-feira (20), a situação causou um incidente ambiental na região, com peixes mortos e lodo que desceu pelo Rio Paranhana e atingiu o abastecimento de água em Três Coroas e Parobé. A situação foi normalizada pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) nesta quarta-feira (21).

A presidente da Fepam comentou que a morte de peixes pode ter sido provocada pela abertura da barragem. Segundo ela, este processo causa o deslocamento abrupto de sedimentos, que “podem causar efeitos para a fauna que vive naquele recurso hídrico”. Mesmo assim, o governo afirma que não identificou um número grande de peixes mortos. “Era sabido que algum impacto ocorreria porque estamos adotando medida artificial ao leito que corria em outro prumo. A quantidade de sedimentos que estava na barragem não é suficiente para causar danos contínuos. Todo esse sedimento começou a decantar e, em alguns dias, o rio voltará à questão natural. É um impacto que tínhamos a previsão e consciência de que iria acontecer. Mas dentro do contexto de um rompimento descontrolado, a abertura é a melhor maneira de eliminar o risco para a população do entorno”, justifica