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Prematuridade é lembrada no Novembro Roxo pelo hospital de Parobé

Somente neste ano, a casa de saúde registrou o nascimento de 56 bebês prematuros.
Foto: Divulgação

O Hospital São Francisco de Assis (HSFA), de Parobé, referência obstétrica para a maioria dos municípios da região não fica de fora das estatísticas. No ano de 2020 a casa de saúde registrou 56 nascimentos de prematuros. O Novembro Roxo tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre o que de fato significa a prematuridade e todos os seus efeitos a curto e a longo prazo para todos os envolvidos, sejam eles o próprio bebê, a família, a equipe de saúde ou a nossa sociedade. Em virtude deste mês de conscientização sobre a prematuridade, o HSFA divulgou uma publicação, em suas redes sociais, com algumas explicações e dicas para o cuidado na gestação.

A prematuridade não significa apenas ter um bebê que nasceu antes das 37 semanas gestacionais e que necessitará, apenas, de um aporte tecnológico para se nutrir e para ganhar peso. A realidade da prematuridade precisa ser dialogada desde que a mulher se torna uma gestante. Infecção de urina, hipertensão, incontinência ístmico cervical, trombofilia, cólicas frequentes, dores inesperadas, inchaços, históricos de abortos, perdas gestacionais e partos prematuros não podem passar despercebidos por uma equipe médica que realiza o pré-natal de uma gestante. Gravidez não é uma doença, mas deve ser acompanhada com rigor, ética e respeito. A prevenção de muitos nascimentos prematuros está intimamente ligada com a qualidade de assistência prestada à gestante em seu pré- natal. Infecção de urina não detectada, por exemplo, é uma das grandes causas de parto prematuro e que poderia facilmente ser tratada após um exame de urina e sangue, com o diagnóstico e tratamento correto. Além disso, para os pais de prematuros ou gestantes de alto risco e que necessitam ficar de repouso ou internadas para segurar por mais algumas horas, dias, semanas ou meses o bebê no ventres, a prematuridade, especialmente a extrema, é uma vivência emocional intensa, caracterizada como um momento de crise que esgota as  reservas emocionais. E o principal envolvido em toda essa experiência e luta pela vida? O bebê ou os  bebês! Alguns nascidos extremos, com menos de 28 semanas. Outros entre 28 a 35/36 semanas gestacionais. Todos prematuros, mesmo que expressem muitas diferenças de maturidade e complexidade clínica, desde o nascimento. Todos prematuros, porque saíram antes do ventre materno e não tiveram o acalento do corpo de sua mãe ao nascimento. Alguns até choraram, alguns ficaram até alguns instantes no colo de sua mãe, mas todos necessitaram de um acompanhamento especial. Alguns passaram dias na UTI Neonatal, outros passaram semanas e outros meses e meses. A luta pela vida é uma batalha árdua para qualquer bebê que nasça antes de ter a sua maturação completa. Em especial, os prematuros extremos vivenciam o tênue limite entre a vida e a morte. Felizmente, alguns prematuros conseguem vencer os desafios clínicos da prematuridade, sem grandes sequelas. Outros, vencem a prematuridade, apresentando sequelas. Portanto, a sociedade precisa compreender que a prematuridade é uma realidade complexa e que apresenta efeitos a curto e a longo prazo, desfechos felizes e tristes. Porém, a esperança, a fé e o otimismo podem e devem ser sentimentos presentes em todas as equipes médicas e famílias que estejam enfrentando, nesse exato momento, a prematuridade”.

Texto: Renata H. G. Eidelwein/Relações Públicas