Espiga de milho cega
Esta postagem foi publicada em 27 de novembro de 2020 e está arquivada em Espiga de milho cega.

Nota de pensamento, por Krishna Grandi

Nota de pensamento

Nos últimos sete dias aconteceram duas coisas: foi meu aniversário e fez um ano que eu escrevo aqui. Exceto pela pausa de dois meses (talvez três) que estava concluindo o TCC. Opa, já foram três coisas que aconteceram.

Fiz mais atividades nesses sete dias do que o resto do ano. Quando eu pensei que nada podia piorar, tudo ficou horrível. Quando tudo ficou horrível, subestimei ainda mais a situação. Deplorável. Bem como é possível subestimar, é permitido solucionar.  Entretanto, eu não quero mais salvar o mundo. Nem mesmo resolver tudo. Só quero concluir um texto. Lavar aquela louça específica. Chutar um balde. Xingar a quem se faz jus. Botar um pingo no i. Ler um livro. Fazer uma nota de lembrança. Escrever um verso. Terminar uma faculdade. Começar um projeto. Fantasiar um drama. Viver uma vida. Não sou polvo, não sou estante, não sou martelo, não sou abóbora, não sou jornal, não sou notícia, não sou palco e muito menos extraterrestre. Apenas sou Krishna. Uma só.  Com um quarto de século. Nada excepcional com um quê de jenial. E só quero dissolver esse ano.

Por isso vou fazer um dos meus lanches de madrugada, pensar em algumas histórias para o Gilson Dorneles, meu detetive de casos especiais, fechar melhor a trama, e depois fazer um café da manhã. Provavelmente, quando vocês lerem isso, estarei com outras agitações durante o dia. Hoje não tem texto de amor, não tem uma história divertida. Tem só um fluxo de pensamento. Pra dizer que eu tô de volta, tá?

Bom dia, boa tarde ou boa noite, você pode se divertir com o que já escrevi por aqui:

Gilson Dorneles – O mistério número um do detetive de casos especiais Gilson Dorneles.

Gilson Dorneles – O caso estrambólico de um papagaio verde.

Gilson Dorneles – O roubo do pirulito na boca da criança.

Fiquem bem e sejam um sol.

Por Krishna Grandi
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