Dois casos de desaparecimento de mulheres têm deixado a Polícia Civil de Taquara e de Parobé com a ‘pulga atrás da orelha’, literalmente. O caso mais antigo data de 9 de agosto de 2017, há pouco mais de 3 anos e quatro meses. Maria Beatriz Schnorr desapareceu de sua residência sem deixar pistas.
Caso semelhante, porém mais recente é o de Raquel Ribeiro Weiand, de 23 anos, que sumiu no dia 14 de outubro de 2020. A jovem, moradora de Parobé, teria chamado um veículo de transporte por aplicativo para se dirigir a casa de sua mãe e nunca chegou ao seu destino.
Ambos os casos têm intrigado a delegada Rosane de Oliveira – responsável pela Delegacia de Polícia e pela DPPA (Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento) de Taquara e o delegado Gustavo Bermudes Menegazzo da Rocha, que responde pela Delegacia de Polícia de Parobé.
Caso Maria Beatriz Schnorr
O desaparecimento de Maria Beatriz Schnorr, na época com 46 anos, moradora do bairro Medianeira, segue sendo uma incógnita há mais de três anos. As últimas informações de Maria são de que ela teria conversado com a família pela última vez na quarta-feira, dia 9 de agosto de 2017, por volta de 9 horas. Segundo os últimos detalhes, o filho de 14 anos relatou que não encontrou mais a mãe quando retornou da escola, por volta do meio-dia. Ela não tinha comunicado que sairia de casa naquele dia.

Responsável pelo início das investigações à época, o delegado Ivair Matos Santos informou que a Polícia Civil verificou ocorrências na região, procurando em hospitais e batalhões da Brigada Militar. Pistas chegaram à Delegacia de Taquara, mas não levaram ao paradeiro da mulher. De acordo com o delegado, não há informações sobre eventuais desavenças da mulher.
A Polícia Civil esteve na residência, no mesmo dia do desaparecimento, devido à suspeitas de que a mulher teria se escondido. Mas, ela não foi encontrada. Os policiais acharam apenas panela com comida em cima do fogão, embora as chamas não estivessem acesas. Roupas também foram encontradas na máquina de lavar. Não havia sinais de arrombamento. Supostas ameaças que Maria Beatriz teria sofrido também foram investigadas pela Polícia Civil, no entanto os policiais não obtiveram resultados positivos.
Segundo a delegada Rosane de Oliveira, que assumiu o caso após a saída do delegado Ivair, ele havia pedido a quebra do sigilo telefônico da mulher, mas não obteve êxito. Rosane se disse impressionada com a forma que Maria desapareceu sem deixar nenhum vestígio. “Todas as diligências foram feitas no sentido de localizar a vítima, oitivas foram realizadas com testemunhas, quebra de sigilo telefônico e mandado de busca foi cumprido, porém não encontramos nenhuma pista”, destaca a delegada. Ainda segundo Rosane, as investigações sobre o caso seguem sendo realizadas.
Caso Raquel Ribeiro Weiand
O caso envolvendo a jovem de 23 anos, Raquel Ribeiro Weiand, que sumiu no último dia 14 de outubro, é um pouco mais recente, todavia, se assemelha muito com o desaparecimento da taquarense pela falta de pistas encontradas pela polícia até o momento.
De acordo com as informações, a jovem teria saído de casa, em um transporte por aplicativo, para ir a Igrejinha. A mãe da jovem, Ivanete Teresinha Ribeiro, de 41 anos, afirma que manteve contato com a filha, por volta das 14h, quando ela informou que iria para sua casa. Desde então, não teve mais informações de Raquel.

Conforme a irmã, ela estaria conversando com um indivíduo, que eles não sabiam de quem se tratava, e estava com algumas atitudes estranhas.
De acordo com o delegado de Parobé, Gustavo Bermudes Menegazzo, responsável pelo caso, familiares da jovem relataram, no dia 22 de outubro, pouco mais de uma semana depois do desaparecimento, rumores de que um corpo com as características da moça havia sido encontrado. Entretanto, agentes do Setor de Investigações (SI) da Polícia Civil realizaram buscas nos endereços informados, mas as informações não se confirmaram.
O delegado Gustavo informou que depois dessa informação dos familiares, não obteve mais nada de relevante sobre o paradeiro da moça. O delegado destaca que o inquérito está em aberto, com algumas diligências em andamento, mas nada concreto. Não há pistas, mas a polícia trabalha com buscas em Parobé e Taquara.
“Trabalhamos com a possibilidade de homicídio, no entanto, sequer houve encontro do corpo. Há notícias de que a garota seria usuária de drogas. Estamos investigando uma possível dívida com o tráfico, mas nada de concreto até o momento”, finaliza o delegado.
A Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Maria Beatriz Schnorr ou Raquel Ribeiro Weiand, seja repassada pelos telefones: DP Taquara (51) 3542-1300; DP Parobé (51) 3543-1488 e/ou DP Igrejinha (51) 3545-1190.


