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Exclusivo: Sirlei Silveira detalha medidas para a saúde em Taquara

Prefeita eleita concedeu entrevista exclusiva à Rádio Taquara adiantando diversos pontos do seu governo.

A Rádio Taquara dá sequência à publicação de série de reportagens com entrevista da prefeita eleita de Taquara, Sirlei Silveira (PSB). Nos questionamentos desta terça-feira, a futura mandatária explica como será o funcionamento do setor de saúde no município, abordando o Hospital, postos de saúde, obras da UPA, entre outras questões.

Na primeira parte, publicada no domingo (27), Sirlei respondeu sobre como será o enfrentamento à pandemia da Covid-19 em seu governo. Na segunda-feira (28), a futura prefeita abordou as questões de relacionamento político e formação do governo. Nesta terça-feira (29), serão publicados dois temas, um pela manhã e outro à tarde, envolvendo a saúde e o atendimento às demandas de cidade e interior. Na quarta-feira (30), a educação será enfocada na entrevista. Por fim, a quinta-feira, dia 31, terá o enfoque aos temas de desenvolvimento econômico, segurança e cultura e eventos.

Confira a entrevista com as propostas sobre saúde do futuro governo de Taquara:

Rádio Taquara – Na campanha eleitoral, foi mencionada a estruturação de uma entidade com membros de Taquara e gestão técnica para o Hospital Bom Jesus. Como pretende conduzir esse tema?
Sirlei Silveira – A criação de uma fundação ou instituto de saúde taquarense para administrar o Hospital Bom Jesus é defendida por Nelson Martins, meu vice, há mais de 20 anos. É do entendimento dele e do meu também de que saúde, assim como outras, e política não podem ser misturadas. Este serviço deve ser técnico, gerido por pessoas com experiência em gestão hospitalar e contratação de profissionais qualificados de nosso município. Temos mão de obra de alta qualidade aqui, precisamos aproveitar isto também. A ideia da fundação é de que ela, sendo uma estatal sem fins lucrativos, tenha independência e autonomia para desempenhar suas funções sem atravessamento político. A transparência neste processo deve ser garantida no mesmo nível da eficiência ofertada no serviço. A população também fará parte deste projeto, desde a elaboração até a execução, principalmente como fiscal e consultora.

Rádio Taquara – Nos últimos anos, a Prefeitura de Taquara optou pela terceirização de contratos para o preenchimento de escalas de médicos, através de empresas e/ou cooperativas médicas. Pretende manter este formato?
Sirlei Silveira – Tudo precisa ser avaliado com cautela e parecer jurídico. Nesse sentido eu preciso fazer referência ao processo de licitação realizado em 2013 onde a Única Saúde foi a vencedora, cobrando um valor maior do que cobrou a Gaúchamed em 2018 (processo licitatório subsequente). A Única, empresa terceirizada que prestou serviço na saúde de 2013 a 2019, iniciou com valor superfaturado e reajustou três vezes entre o ano de 2013 e 2018. Isso ocasionou prejuízos aos taquarenses pois foi pago muitos valores de forma indevida. A empresa atual, que ganhou da Única Saúde, me parece que participou de forma transparente e cobrando um preço justo. Isso nos faz entender que toda forma pode ser utilizada, desde que realizada com transparência e honestidade.

Contraponto: sobre essa resposta da prefeita eleita Sirlei, a reportagem da Rádio Taquara tentou localizar representantes da Única Saúde para posicionamento, mas não foram encontrados.

Rádio Taquara – Entre alguns profissionais de saúde, há questionamentos em relação ao Posto 24 Horas, de que consome recursos elevados com serviços que poderiam ser prestados junto ao Hospital Bom Jesus, até aumentando o faturamento da casa hospitalar. Qual a sua posição a respeito?
Sirlei Silveira – Tudo será avaliado pela equipe técnica que está sendo formada para administrar a saúde em Taquara juntamente com a população. Só não podemos investir recursos quando não temos aproveitamento. Faremos acompanhamento e relatórios para constatarmos a necessidade ou não. Tenho avaliado a região e percebo Municípios com UBS funcionando até no máximo 22 horas e hospitais em condições de acolherem a municipalidade. Só Taquara tem uma UBS 24 horas e o Hospital funcionando de forma precária. Então é preciso fazer algo para melhorarmos o acolhimento em saúde por aqui.

Rádio Taquara – Qual o seu posicionamento em relação às obras paralisadas da UPA e a destinação a ser dada àquele prédio na avenida Amoretti?
Sirlei Silveira – O prédio perde o propósito inicial, pois há uma comprovação de que os municípios com UPA não conseguem manter a estrutura, pois se tornam referências regionais de atendimento. Nossa intenção é finalizarmos a obra do prédio e aproveitarmos para a Saúde, mas não como UPA. Isto é possível desde que haja uma contrapartida do município. A utilização do prédio será definida através de análises por uma equipe técnica.

Rádio Taquara – Há reclamações sobre falta de medicamentos e demora na obtenção de exames em Taquara. Como seu governo pretende atender a estas duas questões específicas?
Sirlei Silveira – Queremos fazer com que o sistema de saúde funcione e que a vida do paciente esteja em prontuários eletrônicos, facilitando o acompanhamento médico. A integração de todos os sistemas informatizados nas unidades de saúde, Hospital Bom Jesus, serviços e outros setores, teremos como oferecer atendimentos muito mais assertivos e economizando recursos. Isto facilita o trabalho do profissional da saúde, que tem acesso ao histórico pregresso do paciente, e também dá mais segurança e conforto para a população atendida. O que percebemos é que há muito medicamento dispensado de forma não controlada, justamente por não haver este histórico informatizado do paciente, com maior organização dos prontuários eletrônicos. Para atrairmos mais recursos para a compra de medicamentos, também precisamos de organização de toda a nossa estrutura da Saúde, tudo dentro do regramento legal. Também queremos realizar mutirões para procedimentos cirúrgicos eletivos e ambulatoriais, além de garantir o acesso a exames de mamografia, de prevenção ao câncer no colo do útero, de prevenção ao câncer de próstata e exames de colonoscopia. Outra proposta é a criação de um cadastro de doadores de sangue, composta por cidadãos dispostos e em condições para doarem, com dados completos, endereço e telefones para serem chamados quando houver a necessidade de doação.