
O coordenador do MDB no Vale do Paranhana e presidente do partido em Parobé, Valdenir Martins (Kiko), concedeu entrevista nesta segunda-feira (4) ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara. Na ocasião, fez um balanço das eleições municipais de novembro, a partir das posses dos novos governos ocorridas na última sexta-feira (1º), e ainda posicionou o partido na oposição à administração de Diego Picucha (PDT) em Parobé. Também mencionou que pretende auxiliar na reestruturação do partido em Taquara, uma vez que o MDB, mesmo tendo mais de 900 filiados no município, não apresentou sequer nominata para a disputa a Câmara no pleito passado.
Martins disse que o MDB concorreu no pleito de novembro apoiando Enéas Rodrigues (PSB), superando eventuais divergências que motivaram a saída do candidato a prefeito do partido. O MDB indicou o nome da professora Daíse dos Santos como candidata a vice-prefeita. Mesmo assim, para Martins, a eleição de novembro foi impactada pela realização de um pleito suplementar em março, com a posse de Picucha em abril. O dirigente emedebista afirma que a sigla tinha a expectativa de que, quem vencesse o pleito suplementar, teriam vantagem na disputa em novembro.
Apontou, no entanto, que o governo de Picucha, segundo ele, foi beneficiado por recursos recebidos para o enfrentamento à Covid-19 e pela suspensão do pagamento das parcelas com o Regime de Previdência (RPPS). Para Martins, isso impulsionou a realização de obras em Parobé que foram importantes para o governo. O presidente do MDB ainda se disse preocupado com denúncias que vieram a público nos últimos dias em Parobé, com relação a levantamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ao posicionar o MDB no campo de oposição, disse que a sigla fará cobranças ao governo municipal, mas também não deixará de apoiar projetos favoráveis.
Martins confirmou que o MDB se articulou para a eleição da última sexta-feira na Câmara de Vereadores. Em conjunto com o Cidadania, o partido firmou convicção de que, se o candidato do governo fosse Dari da Silva (PL), os vereadores do MDB manifestariam abstenção. Com isso, a partir de uma articulação, houve a formação de uma chapa com outros nomes. A base de apoio, em tese, conta com 12 vereadores em Parobé, mas na eleição para a Cãmara houve duas chapas lideradas, e acabou vencendo a liderada por Marcos Friedrich (PDT).
Região
Ao avaliar as eleições na região, Martins disse que pretende auxiliar o partido em Taquara na sua reformulação. Segundo ele, desde 31 de dezembro, o partido está sem comissão provisória, e é preciso eleger um novo diretório para o MDB em Taquara. O coordenador afirmou que vem conversando com dirigentes do município para retomar o protagonismo do partido, uma vez que, segundo ele, a nominata de filiados em Taquara conta com mais de 900 nomes.
Sobre Igrejinha, em que concorreu a prefeito com Guto Scherer, Martins disse que o ex-vereador fez um mandato expressivo, com projetos importantes e conquista de recursos. Apostou que Scherer é um quadro importante do MDB na região e que estará em próximas disputas, seja a deputado daqui a dois anos ou até mesmo em eventual nova busca pela prefeitura. Em relação a Três Coroas, o MDB acabou elegendo Irineu Feier como vice-prefeito, embora tenha decidido não disputar a cabeça de chapa. Uma decisão que, segundo Martins, foi muito impactada pelo fato de o ex-prefeito Rogério Grade ter abdicado da disputa municipal.
Já em Rolante, Régis Zimmer foi apontado por Martins como um grande gestor e como um excelente quadro para as próximas disputas à prefeitura, se ele desejar, embora tenha perdido a eleição para Pedro Rippel (Progressistas). Em Riozinho, a disputa foi considerada pelo coordenador do MDB como a mais surpreendente da região.


