Polícia

Motorista de aplicativo desaparecido pode ser vítima encontrada carbonizada em carro no interior de Parobé

Conforme o delegado, Gustavo Menegazzo, somente o exame de DNA poderá identificar o corpo encontrado no porta-malas do carro.

Fotos: Divulgação/Polícia Civil

O corpo de um homem, encontrado carbonizado no porta-malas de um automóvel, pode ser de um motorista de aplicativo parobeense. Os restos mortais foram achados, juntamente com um veículo que foi consumido pelas chamas, na manhã deste domingo (17), no interior de Parobé, próximo ao limite com Taquara.

De acordo com o delegado de Parobé, Gustavo Bermudes Menegazzo, somente a perícia poderá identificar os restos mortais encontrados no carro carbonizado. “É a possível vítima, mas precisamos do exame de DNA para confirmar”, declara. O Fiat/Siena era usado por um motorista de aplicativo, de 41 anos, que está desaparecido. Segundo Menegazzo, a principal hipótese é que o crime esteja relacionado a agiotagem.

Familiares do motorista de aplicativos desaparecido, Gilmar dos Santos Rosa, relataram à Polícia Civil que ele teria saído de casa, no bairro Cardoso, em Parobé, às 20h30min de sábado (16), para cobrar uma dívida de R$ 1 mil em Sapiranga. Ele teria buscado o dinheiro com a mãe do devedor às 21h30min. Depois disso, não deu mais notícias à família.

Na manhã de domingo, por volta das 9h30min, a Brigada Militar recebeu o chamado sobre um veículo que havia sido incendiado na Rua da Igreja, na localidade de Morro Negro. Era o Siena que Rosa dirigia. No local, onde o carro foi encontrado, existem poucos moradores e todos teriam informado aos policiais militares que não viram nada de estranho. Quando o registro do fato estava sendo realizado, na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Taquara, a esposa do motorista chegou ao local, para comunicar o desaparecimento.

O delegado de Parobé informou que possui pistas de que o crime esteja relacionado a agiotagem. “A possível vítima lidava com isso. Acreditamos que o fato tenha relação com empréstimo, cobrança, mas ainda é cedo para afirmar. Estamos ouvindo pessoas.” Menegazzo acrescenta que o desaparecido se envolveu em homicídio, há mais de quatro anos, que teria como motivação a cobrança de dividas (agiotagem).