
Concluído o inquérito que reuniu dezenas de ocorrências, citando uma suposta fraude de uma fábrica de móveis, que teria recebido dinheiro dos clientes e não entregue a encomenda, a Polícia Civil de Igrejinha indiciou quatro pessoas pelos crimes de estelionato e sonegação fiscal.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia (DP) de Igrejinha, iniciou após o registro de cerca de 30 ocorrências, em municípios como Porto Alegre, Santa Maria, São Vendelino e Novo Hamburgo, e também no Estado de Santa Catarina.
As supostas vítimas teriam relatado que, após encomendar determinado móvel pelo site ou redes sociais da fábrica localizada em Igrejinha, negociar a compra e realizar parte do pagamento para a fabricação ou entrega do produto, a empresa passaria a mudar os prazos de entrega, deixando alguns clientes sem resposta, e na maioria das vezes não entregando o móvel encomendado.
Ao longo da investigação, que incluiu a interdição da sede da fábrica, a polícia identificou uma série de irregularidades, como a ausência de documentação compatível com a produção e número de funcionários, a falta de alvará da prefeitura de Igrejinha, além de se utilizar de benefícios de redução de encargos fiscais como microempreendedor individual (MEI), mesmo atuando como microempresa, com 10 ou mais funcionários.
Um dos responsáveis pela fábrica de móveis de Igrejinha, que segundo a investigação estaria atuando sob o regime de MEI registrado em Campo Bom, teria informado planos de instalar uma unidade na cidade de Pantano Grande, no Vale do Rio Pardo, como uma extensão da unidade localizada no Vale do Paranhana.
Conforme a DP de Igrejinha, para justificar as pendências com os clientes, a empresa teria alegado problemas como a falta de matéria-prima, mão de obra e comunicação, além de medidas sanitárias relacionadas a pandemia da Covid-19 (novo coronavírus). Mesmas explicações que teriam sido utilizadas quando a empresa esteve instalada em Campo Bom, com o nome de Império da Madeira, ocasião em que também teria sido alvo de denúncias de clientes.
No inquérito, concluído na terça-feira (19) e encaminhado ao Judiciário, a Polícia Civil indiciou quatro pessoas pelos crimes de estelionato e sonegação fiscal, dois homens apontados como sócios da empresa e suas companheiras.


