Polícia

Escola infantil recém inaugurada é alvo de vândalos no interior de Taquara

A EMEI Vovó Celita ainda nem recebeu alunos e já passa por polêmicas e vandalismos
Foto: Divulgação/Magda Rabie/Arquivo Rádio Taquara

A Escola Municipal de Educação Infantil Celita Campos Rocha – EMEI Vovó Celita, localizada em Pega Fogo, interior de Taquara, ainda nem recebeu alunos, mas já passa por episódios polêmicos, tanto políticos quanto de vandalismo. No início da tarde desta terça-feira (19), por volta das 13h30min, a EMEI Vovó Celita foi encontrada com sete de suas portas arrombadas e as fechaduras destruídas.

Conforme a diretora da escolinha, ao chegar no local ela se deparou com as portas arrombadas, mas não foi constatado furto de objetos. Segundo ela, a EMEI possui sistema de alarme de uma empresa de vigilância, porém, ao conversar com o responsável pela empresa foi informada de que teria ocorrido falta de energia elétrica, o que acabou não acionando o alarme. A diretora informou que o conserto das fechaduras já foi providenciado.

Inauguração

A EMEI Vovó Celita foi inaugurada no dia 10 de novembro de 2020, pelo então prefeito Tito Lívio Jaeger Filho (PTB). O prédio, em que anos atrás funcionava a Escola Zeferino Vicente Neves Filho, é de propriedade do município e foi ampliado e reformado para abrigar a nova instituição de ensino.

A escola estava destinada a atender crianças na faixa etária de zero a três anos e 11 meses de idade (berçário e maternal), em turno integral. À época, a coordenadora da Educação Infantil, Talita Morbach, informou que as inscrições estariam sendo realizadas na Central de Vagas, junto à Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes.

A polêmica

No último dia 9 de janeiro, a nova administração municipal veio a público e divulgou uma nota informando que a escola não tem autorização para funcionar ainda. Segundo o texto, assinado pela prefeita Sirlei Silveira (PSB) e a secretária de Educação, Cultura e Esportes, Carla Silveira, o educandário não possui autorização e credenciamento emitidos pelo Conselho Municipal de Educação e nem alunos matriculados oficialmente no sistema da educação.

Na nota, o novo governo se manifesta sobre publicações referentes a um possível atendimento à comunidade escolar do Pega Fogo a partir de 11 de janeiro. Segundo a administração, estas informações não têm o consentimento e nem eram de conhecimento do governo.

“A administração municipal já está tomando todas as medidas cabíveis para resolver essa situação, mas solicita que a comunidade taquarense desconsidere esses comunicados até que esta situação esteja juridicamente resolvida”, completa a nota.