Sabrina Tesoto Schwan, 28 anos, natural de Santa Bárbara d’Oeste (SP). É casada com Sandro Lima Schwan, de 34 anos, com quem tem uma filha: Sofia, de um ano e cinco meses. É graduanda de Pedagogia pela Faccat, possui formação em vários cursos técnicos em Artes Cênicas e é professora de teatro em Taquara.
O que a trouxe a Taquara e quais são suas impressões da cidade?
Meu marido é bancário e viemos para Taquara devido a uma transferência de emprego dele. Apesar de já morar numa cidade do interior, em São Paulo, logo quando cheguei aqui foi bem diferente. Lá, os pequenos municípios possuem duzentos, trezentos mil habitantes, é uma outra estrutura. O que gosto de Taquara é o ar de tranquilidade para criar os filhos e viver com a família. As pessoas são muito acolhedoras, se preocupam com os outros e gostam de ajudar o próximo.
Fale a respeito da formação dos grupos de teatro em Taquara.
Assim que cheguei em Taquara e não encontrei referência de grupos de teatro ativos, distribuí panfletos na cidade e anunciei na comunidade do Orkut que gostaria de formar um grupo. Em fevereiro de 2008, criamos o Balaio de Gatos (infantil) e o Cheiro de Chuva (adulto), que hoje estão se fundindo. Acredito que nada na vida é por acaso, pois foi aqui que pude começar a trabalhar com o que realmente gosto de fazer, e isso faz toda a diferença. Já montei vários espetáculos, dos quais cobramos cachê para manter os custos do grupo, mas penso que o importante é conseguir levar a arte a todos os lugares. Por isso, também nos apresentamos em lares de idosos, para a comunidade do bairro Empresa, em praça pública. Acredito que a arte e o esporte são duas coisas importantíssimas para a salvação das crianças, no sentido de que possamos tirá-las desse mundo tão perdido.
O que a motivou a montar a Paixão de Cristo em Taquara?
É um espetáculo da minha história como atriz, pois participei dele durante nove anos e foi ali que iniciei minha caminhada no teatro. Na minha cidade natal, a iniciativa já está em sua 14ª edição, com cinco dias de apresentação e um público de cerca de cinco mil assistentes a cada dia. Por isso, sei da importância que tem, não só pela apresentação em si, mas pelo comprometimento das pessoas da comunidade. Através do espetáculo, já formamos um ciclo de amigos impagável em Taquara, e ele pode representar um pontapé inicial para uma nova fase no município, uma porta gigantesca para que Taquara seja vista e lembrada por sua cultura na região.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou uma pessoa persistente, muito sonhadora e afetuosa com quem está ao meu redor. Também sou agitada, avoada, criativa, estressada de vez em quando e exigente comigo mesma.
O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
Gosto de estar com os amigos meus e do Sandro, fazer churrasco, tomar chimarrão e jogar conversa fora.
Como conheceu o seu marido e o que mais admira nele?
Foi em 2000, quando participávamos do espetáculo A Paixão de Cristo. O Sandro é muito batalhador, e o que mais admiro é o caráter dele. Também por ser um pai maravilhoso e um companheiro para mim. Devo grande parte do que sou a ele, pelo seu apoio e ajuda em tudo o que vou fazer.
O que a tira do sério: necessidade de ter que falar várias vezes a mesma coisa e falta de comprometimento.
Quais são seus planos para o futuro?
Espero continuar trabalhando com o que gosto, o teatro, melhorando cada vez mais para que, através disso, possa fazer a diferença, alcançar estabilidade e um lugar ao sol. Também levar os grupos para mais festivais estaduais e ganhar prêmios. Quero ainda me formar em Pedagogia e cursar uma pós-graduação em Artes Cênicas.
Estilo musical: MPB.
Prato predileto: pizza.
Uma habilidade: com artesanato.
Uma mania: roer unha.
Uma mensagem: “A vida é uma grande peça de teatro. Por isso, cante, grite, ria, seja feliz, antes que a cortina se feche e o espetáculo termine sem aplausos”.


