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Ciclovia seria possível na maior parte da duplicação da 239, diz parecer do MP

Contudo, depois da duplicação realizada em trecho urbano de Taquara, engenheiro sugere que a EGR explique se será prevista ciclovia entre o Arroio Tucanos e a ERS-474.

O Ministério Público (MP) de Taquara recebeu, recentemente, parecer técnico solicitado no inquérito civil que apura a falta de ciclovia no projeto de duplicação da ERS-239. A medida foi tomada após a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) ter informado que não havia viabilidade técnica para a construção da obra. O parecer do Gabinete de Assessoramento Técnico do MP concorda que, em parte pequena da rodovia, a obra seria difícil, mas na maior parte da extensão haveria possibilidade, antes da realização da duplicação, mas agora se tornou mais complexa.

O documento é assinado pelo engenheiro Léo Jaime Zandonai e foi emitido em 29 de janeiro. Na parte de conclusões e sugestões, o profissional afirma que não há informações, no processo, que deem conta da efetiva realização de algum estudo prévio pela EGR para a possibilidade de execução de ciclovia ao longo da duplicação do trecho da 239. O engenheiro cita que a estrutura já foi demanda pela Câmara de Vereadores e que existe ao longo da ERS-239, dentro da área urbana do município, trazendo um nível muito superior de segurança aos muitos ciclistas que dela fazem uso.

Zandonai diz que, a partir da análise dos projetos de duplicação e das constatações realizadas em vistoria no local, concluiu-se que o trecho da 239 entre a Travessa Ludwig e a rua Picada Gravatá, efetivamente, apresenta dificuldades para a implantação da ciclovia. Contudo, o engenheiro menciona que este trecho tem apenas cerca de 700 metros de extensão, representando menos de 30% dos cerca de 2,5 mil metros que foram duplicados.

“A construção de ciclovias no momento presente, nestes trechos onde a mesma seria possível, será certamente mais custoso e de maior dificuldade do que se a mesma tivesse sido prevista desde o início, podendo também ser avaliadas as possibilidades apontadas pela EGR, como a criação de ciclovias em ruas paralelas à ERS-239, que possuem menor fluxo de veículos”, cita o engenheiro. “Constatou-se, por exemplo, que as ruas Sete de Setembro e Davi Canabarro, que são paralelas à ERS-239 e que foram sugeridas pela EGR para receberem ciclovias, receberam pavimentação asfáltica recente, mas não receberam nenhum tratamento específico por parte do município para a criação de ciclovias”, acrescentou.

O engenheiro pontuou, ainda, que não há informações com relação à Prefeitura de Taquara possuir algum planejamento integrado de ciclovias, na forma de um Plano Diretor Cicloviário. “Sinaliza-se que a EGR licitou a elaboração de projeto de duplicação do trecho seguinte da ERS-239, a partir do Arroio Tucanos até o entroncamento com a ERS-474, podendo ser verificado junto à autarquia se neste trecho existe esta necessidade e se será prevista ciclovia, o que já foi demandado pela Câmara de Vereadores de Taquara”, acrescentou Zandonai.

Ao receber o documento, a promotora Ximena Cardozo Ferreira encaminhou o parecer à EGR para que se manifeste sobre as providências adotadas no sentido de atendimento da demanda por ciclovias na 239 no trecho urbano de Taquara.

Fotos: Reprodução / Parecer técnico