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Ampara decide não ingressar com recurso contra bandeira vermelha

Segundo a entidade, medida leva em conta os dados que apontam o crescimento de casos na região.

A Associação de Municípios do Vale do Paranhana (Ampara) decidiu não ingressar com recurso para reverter a bandeira vermelha anunciada na 41ª rodada do distanciamento controlado do governo do Estado. Nesta segunda-feira (15), será divulgada a classificação definitiva, que coloca a região, mais uma vez, na classificação de risco alto para o contágio pelo coronavírus. A vigência das bandeiras vai de 16 a 22 de fevereiro. A Ampara justifica que os números apontam o crescimento dos casos na região e, portanto, seria inviável o recurso.

Segundo o governo, dos quatro indicadores regionais, Taquara, que corresponde à região do Vale do Paranhana no distanciamento controlado, alcançou classificação de risco máximo (bandeira preta) em um deles. É o caso da projeção de óbitos.

Houve aumento nos registros de hospitalizações para Covid-19 nos últimos sete dias, que passaram de 13 para 14 registros nesta semana, aumento de 8%. Com o registro de 10 óbitos nos últimos sete dias, houve aumento de 100% em relação aos registrados na semana anterior, que tinham sido cinco.

No caso de indicador de ativos sobre recuperados, a região registrou 357 ativos e 2085 recuperados. Com isso, a razão entre as duas variáveis ficou em 0.17, uma piora em comparação à mensuração anterior, que estava em 0.15. “Destaca-se que a quantidade de novas hospitalizações em proporção da população é bastante elevada, refletindo na bandeira vermelha para o indicador de incidência na região”, afirma o governo.

Nesta semana, a média ponderada final da região ficou em 1.74. Este índice é acima de 1.50, nível que determina a classificação em vermelha. Abaixo de 1.50 é laranja. Até 0.50 a bandeira é amarela. Acima de 2.50 a bandeira é classificada como preta, segundo o governo.

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