O vereador Régis Souza (PSDB) anunciou, nesta quinta-feira (18), que, em seu terceiro mandato no Legislativo, não disputará mais uma vaga na Câmara. Cumprirá, portanto, o seu atual mandato e ficará à disposição para outros projetos políticos, ou até mesmo, não participará do próximo pleito. Régis afirma que tomou a decisão com o objetivo de abrir novos espaços para outras pessoas e, também, por considerar em conclusão seu ciclo na Câmara. Em terceiro mandato, Régis ressalta a experiência obtida neste período na Câmara, o que também gera pedidos de aconselhamento por parte dos seus colegas que estão chegando ao Legislativo.
A novidade foi anunciada por Régis em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara. Segundo o parlamentar, também não há a intenção de disputar o pleito de 2022, que oferecerá vagas para deputado estadual e federal. Em 2018, Régis chegou a concorrer a deputado estadual, à época pelo MDB, partido ao qual era filiado. O vereador disse que poderá participar do pleito de 2024, nova disputa municipal, mas integrando uma chapa majoritária.
Contudo, o próprio vereador fez questão de frisar que ainda é muito cedo para as composições majoritárias visando ao próximo pleito. Disse que é preciso dar mais tempo para avaliar o andamento do governo da atual prefeita Sirlei Silveira (PSB) e como estará a sua sustentação e avaliação no futuro. Sobre o governo municipal, Régis apoiou, no último pleito, a candidatura de Luis Felipe Luz Lehnen (PSDB) a prefeito. Portanto, ele disse que se constitui uma terceira via de pensamento, entre o atual governo e os partidos que integravam a gestão do ex-prefeito Tito Lívio Jaeger Filho (PTB).
Régis conta que sua atuação está voltada a apoiar iniciativas dos vereadores. Ressaltou que, neste período, tem atuado como interlocução entre os parlamentares, em especial aqueles ligados aos partidos mais identificados como oposição, e o governo municipal. Avaliou que ainda é cedo para análise mais detida do governo, mas disse que há pontos positivos, embora ainda ocorram falhas de comunicação. Nestas falhas, pontuou situações como a questão das máquinas que estavam no interior e hoje são centralizadas em um ponto, que gera demandas dos moradores por consertos, bem como os ruídos na condução do fechamento de escolas em localidades interioranas. Anunciou que, nesta sexta-feira (19), haverá uma reunião em Rio da Ilha em que a prefeita Sirlei participará, junto com a secretária de Educação, Carla Silveira, justamente para buscar explicar a questão das escolas.


