Polícia

Trio acusado de matar mulher com 58 facadas em sacrifício religioso vai a júri popular em Parobé

O crime ocorreu em março de 2017, na localidade de Santa Cristina do Pinhal. Os acusados seguem presos preventivamente
Eloísa Freitas de Moraes, 56, foi morta em um suposto ritual religioso. Foto: Arquivo

Foi marcado para o próximo dia 16 de março, pela 1ª Vara Judicial da Comarca de Parobé, o júri popular que irá definir a sentença do trio acusado de assassinar Eloísa Freitas de Moraes, 56 anos, em março de 2017, na localidade de Santa Cristina do Pinhal, interior de Parobé.

A vítima foi morta sendo atingida por 58 facadas. Os acusados do crime, Daniel da Silva, de 26 anos, Adriana Moreira dos Santos, 44, e Kennedy dos Santos Pires, 55, serão submetidos a um júri popular pela acusação de homicídio qualificado.

O crime

Segundo a denúncia do Ministério Público, os acusados invadiram a casa da vítima pelos fundos e a renderam, desferindo os golpes de faca contra ela em seguida. Para a Promotoria, o crime foi cometido por motivo torpe, uma vez que buscaria atender a um sacrifício religioso, que recebeu a vida de Eloísa como oferenda. Além disso, o Ministério Público atribuiu o emprego de meio cruel por conta do intenso sofrimento decorrente de 58 facadas.

Outra qualificadora do homicídio seria o recurso que dificultou a defesa da vítima, “porquanto os denunciados invadiram a sua casa durante a noite, pelos fundos e em superioridade numérica, além de investirem ambos armados contra a vítima, que não pôde esboçar qualquer tipo de reação”.

A Promotoria afirma, ainda, que, além de executar o crime juntamente com Daniel e Adriana, o réu Kennedy dirigiu a atividade dos demais. O Ministério Público ainda atribui aos réus os crimes de ocultação do cadáver e de furto de objetos na residência da vítima.

Eloísa ficou vários dias desaparecida em março de 2017. Seu corpo foi achado enterrado posteriormente e, inicialmente, a Polícia Civil concluiu o inquérito indiciando o casal Daniel e Adriana pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte).

Contudo, o Ministério Público mudou a denúncia formal à Justiça, apresentando o caso como um homicídio por motivos religiosos. Também foi a Promotoria que incluiu Kennedy como réu no processo.

Os três respondem à ação judicial presos preventivamente. Eles negaram em seus depoimentos a autoria da morte de Eloísa. Adriana e Daniel atribuem um ao outro o crime e Kennedy diz não ter qualquer participação no caso.