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Conselho Tutelar de Igrejinha adere a mobilização estadual que pede vacinas contra coronavírus para os profissionais da área

Aconturs relata o falecimento de oito profissionais devido ao coronavírus

O Conselho Tutelar de Igrejinha aderiu, nesta quarta-feira (07), a mobilização estadual que solicita a vacina contra a Covid-19 (novo coronavírus) para os profissionais que trabalham na área. A ação, organizada pela Associação dos Conselheiros Tutelares do RS (Aconturs), solicita aos órgãos que coloquem faixas pretas na entrada dos Conselhos e pede aos profissionais que trabalhem vestidos de preto, simbolizando o luto pela morte de oito colegas de profissão devido ao coronavírus.

Segundo o presidente da Aconturs, Jeferson Careca, as faixas pretas nas portas, sacadas ou janelas, mostram que os conselhos tutelares estão em luto pela perda de vários profissionais que, mesmo com a pandemia, seguem atuando em suas funções.

“Temos 2.635 conselheiros no Rio Grande do Sul. Desses, 219 testaram positivo para o coronavírus porque não pararam de trabalhar, mesmo na bandeira preta, indo nas casas, arriscando suas vidas e a de seus familiares. Desse total, tivemos oito óbitos”, conta Jeferson.

O Conselho Tutelar de Igrejinha atualmente é formado por um colegiado de cinco conselheiros, além de dois motoristas, uma secretária e uma auxiliar de limpeza. O colegiado enfatiza que o motivo principal de sua participação no manisfesto é a morte por coronavírus da conselheira tutelar Carmem Wegner, de 57 anos, ocorrido no último domingo (04).

Juntamente com esse ato simbólico realizado em todo o Rio Grande do Sul, e que deverá ser mantido até que os conselhos consigam um resultado positivo para a categoria, a Aconturs deverá peticionar judicialmente o Estado para que os conselheiros sejam incluídos no grupo de risco.

“Temos um encaminhamento do governo federal que nos recomenda como grupo prioritário para vacinação. Já temos 24 cidades no RS que já vacinaram esses profissionais. Então essa vacina para o conselho não é um desvio. Na própria recomendação, o governo federal indica que os estados e municípios podem gerenciar as vacinas que sobraram de algum outro grupo. E no conselho são apenas cinco pessoas, o que não vai causar grande transtorno”, esclarece o presidente da Aconturs.