
A situação em que algumas pessoas se encontram, vivendo como pedintes nas ruas e em frente a comércios, tem preocupado os empresários e a administração de Parobé, pois muitos se sentem inclusive ameaçados pelos andarilhos. Durante entrevista, concedida ao programa Reserva das Cinco, na Rádio Taquara, o vice-prefeito e secretário de Assistência Social de Parobé, Alex Bóra, falou sobre as ações que o governo municipal vem realizando para tentar resolver esta questão.
Atualmente, nas ruas do Centro de Parobé, vivem cerca de 12 pessoas que se encontram em situação de rua. Segundo o vice-prefeito, um albergue foi criado para que essas pessoas pudessem tomar banho, trocar de roupa, se alimentar e dormir à noite. O local, com capacidade de abrigar 18 pessoas, fica na Avenida João Correia, no Centro, e funciona todas as noites, das 19h até as 7h do dia seguinte. “Porém, essas pessoas não querem usufruir do local, pois existem regras de convivência e, a grande maioria dos moradores de rua é dependente de algum tipo de droga e eles já vivem nesta situação para não ter que obedecer regras”, explica Bora.
O vice-prefeito conversou com alguns destes moradores e convidou-os para que fossem para o albergue, mas acabou recebendo uma resposta inesperada. “Convidei um deles para que pudesse tomar um banho, trocar de roupa e dormir em uma cama confortável, no alojamento, mas ele me disse que “bem capaz que eu vou, aqui [na sinaleira] teve dias que eu cheguei a tirar R$ 300,00, só pedindo moedas”, conta.
Diante dessa afirmação do morador de rua, Bora fez um apelo à comunidade parobeense. “Gostaria de aproveitar esse espaço, aqui na Rádio Taquara, para pedir à população que não doem dinheiro para essas pessoas. Estamos fazendo de tudo para tentar mudar seu destino, mas, enquanto estiverem ganhando dinheiro, para possivelmente usar em drogas ilícitas, eles não irão aceitar nenhum tipo de ajuda ou tratamento”, destaca Bora.
De acordo com o vice-prefeito, a administração municipal vem se dedicando para oferecer ajuda, para que essas pessoas saiam da situação de rua. Além do albergue, diversas abordagens, pelas técnicas da Secretaria de Assistência Social, vêm sendo realizadas no intuito de oferecer encaminhamento a um tratamento contra a dependência, porém sem sucesso.
“A grande maioria está nessa situação porque é mais fácil ficar ali do que se organizar e ir procurar um serviço. Imagina uma pessoa ganhando R$ 300,00 por dia só pedindo moedas numa sinaleira, é muito dinheiro. Então deixo aqui meu apelo à comunidade parobeense: não doem dinheiro para essas pessoas, pois, dessa forma, eles não irão querer sair dali”, finalizou Bora.


