Uma publicação do vereador de Igrejinha Marivaldo Leal (MDB), realizada na quarta-feira (21), foi rebatida nesta quinta-feira (22) pela administração do município. No texto, o parlamentar exigia providências após um flagrante ocorrido em espaço público por parte de uma pessoa. A prefeitura sustenta que o denunciado não teria ligações com o poder público, apenas seria ligado à empresa que tinha permissão de cuidar da quadra, a qual foi afastada após a administração tomar conhecimento do episódio.
Marivaldo diz que denunciou o flagrante de um funcionário público do município e suplente de vereador que, atualmente, seria responsável por cuidar de uma das quadras. Segundo o emedebista, em vídeos que viralizaram nas redes sociais, o servidor foi filmado mantendo relações sexuais no vestiário da quadra em que trabalha. “É inadimissível que o espaço público seja utilizado como motel”, protestou Marivaldo.
No seu texto, Marivaldo relata ter recebido mensagens de dezenas de cidadãos denunciando o fato. Ainda cobrou providências do vice-prefeito Joãozinho Lopes (PSB), responsável pelo setor de esportes, a respeito. “Exigimos saber qual é a providência que será tomada pelo Poder Executivo e pela Secretaria de Esportes após esse desrespeito com a comunidade”, cobrou Marivaldo.
O que diz a prefeitura
Em nota, a Prefeitura afirma que, tão logo tomou conhecimento do ocorrido, em 20 de abril, revogou imediatamente a permissão de uso do bem público pela empresa responsável. “Cumpre esclarecer que o cidadão envolvido jamais foi funcionário ou servidor público municipal, sendo apenas responsável pela empresa que detinha a permissão de uso do local desde 2019, e que até então não havia qualquer denúncia ou reclamação com relação ao cumprimento da permissão”, acrescenta.
A prefeitura acrescenta, ainda, que embora o vereador Marivaldo tenha solicitado em seu texto informações para o “secretário de Esportes”, Igrejinha não possui a pasta, mas, sim, um departamento. Acrescenta que, na reunião ordinária da Câmara, realizada em 20 de abril, já havia sido mencionada a revogação da permissão, “causando estranheza, portanto, o conteúdo jornalístico divulgado, uma vez que já revogada a permissão de uso, e esclarecidos todos os pontos questionados na própria reunião ordinária”.


