Perfil

Maria Eunice Müller Kautzmann

Maria Eunice Müller Kautzmann, 85 anos, natural de Taquara. É casada com Aristeu Claudio Kautzmann (86), com quem tem cinco

dsc07068Maria Eunice Müller Kautzmann, 85 anos, natural de Taquara. É casada com Aristeu Claudio Kautzmann (86), com quem tem cinco filhos: Artur, Aristeu Claudio, Rubens, Ricardo e Rafael (este último, segundo a própria mãe, down, no céu). É professora aposentada, escritora, poetisa, cronista, oradora, genealogista, pesquisadora de história, teatróloga, ensaísta e integrante de diversas academias literárias e culturais do Brasil, Uruguai, Portugal e Inglaterra.

O que você mais admira na cidade de Taquara, no momento em que completa 124 anos?
Admiro o homem, a natureza e a cultura de Taquara. Contudo, é um sofrimento para mim o negativismo que a minha terra natal tem. Me preocupo e sofro com isso, pois é uma doença. Filha de Pedro José Müller e Olinda Maria Hampe Müller, nasci aqui em 7 de setembro de 1924 e, em 1961, me mudei para Montenegro, devido a uma oferta de emprego recebida pelo meu marido. Mesmo assim, meus cinco filhos nasceram aqui em Taquara, para onde voltamos no ano de 1999, devido a um pedido feito pelo Artur, nosso filho mais velho.

Quais foram os maiores cuidados com a educação de seus filhos?
Todos eles foram criados com bastante preocupação na vida estudantil, tendo preparação nas melhores escolas e faculdades. Tanto que três deles são engenheiros – entre eles, o Rubens, que é doutor em engenharia – e um é médico.

Conte-nos sobre sua trajetória profissional.
Sou professora formada em Português e Literatura. Atuei em escolas primárias em Taquara e de ensino superior em Montenegro. Também possuo formação em vários cursos de aperfeiçoamento e extensão universitária, nas áreas de Psicologia; Gramática e Análise Literária de Textos; Folclore; Restauração, Recuperação e Conservação de Livros, entre outros. Hoje sou aposentada por três carreiras: duas pelo magistério e uma como escritora, esta última pelo INSS.

Fale a respeito de sua vida cultural.
Em Taquara, escrevia histórias de professora, mais na área cultural. E foi em Montenegro que desabrochei para a literatura. Ao todo, escrevi mais de 40 livros e sou coautora de mais de 150 obras. Participei do livro Raízes de Taquara com mais de 20 comunicações. Também tive quatro composições musicadas (uma delas pelo maestro A. Huelsber, da Ospa) e quatro textos para teatro infantil. Recebi prêmios literários, comendas, troféus, entre outros méritos. E, além disso, participo de sociedades literárias e culturais do Brasil, Uruguai, Portugal e Inglaterra.

Como conheceu seu marido e o que mais admira nele?
Fomos colegas desde o primário, e ele também era amigo dos meus irmãos. Contudo, voltamos a nos reencontrar no GEU, entidade da qual o Aristeu foi fundador. Minha paixão por ele foi por sua personalidade. Já no ano de 2004, ele teve um AVC (acidente vascular cerebral) e hoje reside no Lar Dona Olga, de Parobé. Até hoje, do nosso convívio, permanece o amor, a amizade e o respeito.

Como você se autodefine?
Sou a décima filha de uma prole de 18. Sou expansiva, verdadeira,
católica, amante da família e da natureza.

O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
Meus dias são no meu arquivo pessoal, que tem a minha idade, pois mantenho ali dados a partir do ano de meu nascimento.

Cite algumas de suas habilidades: escrever, ler e falar.

Uma mania: escrever e fazer rabiscos sobre o que escrevi.

Lugares: Taquara e Montenegro. A primeira, por ter nela nascido, e a segunda, por ter me conferido o título de cidadã. Inclusive, existe um arquivo literário em Montenegro com meu nome.

Quais são seus planos para o futuro: escrever.

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