O prefeito de Parobé, Diego Picucha, realizou, nesta terça-feira (11), um pronunciamento sobre o caso do servidor concursado da administração municipal que está sendo acusado de envolvimento em feminicídio. O crime ocorreu no final de semana, em Novo Hamburgo. O prefeito negou que o servidor utilizasse veículo oficial para fins não relacionados ao trabalho.
Acompanhado do vice-prefeito Alex Borá, Picucha salientou que se trata de um caso que cabe à polícia investigar. Lamentou a morte da mulher e o fato de que ela deixa os seus filhos. O prefeito disse que, com relação ao trabalho do funcionário público, em muitos anos ligado à administração, ele não possui nenhum tipo de problema em sua ficha.
Desde 2013, o profissional atua como motorista, com portaria regulamentando a função. Atualmente, sua função é ligada ao Centro de Referêcnia de Proteção à Mulher (CRAM) e, por este motivo, Picucha explicou que o motorista tinha o controle da garagem e a chave do carro, para eventuais ações noturnas. Picucha sustentou que são mentiras as alegações que o motorista usava o carro para deslocamentos pessoais, acrescentando que o veículo até então utilizado possui GPS.
Além disso, Picucha disse que o servidor nunca teve autorização para fazer uso pessoal do veículo, de nenhum superior na prefeitura. O carro que era utilizado até o final do mês passado sofreu um problema mecânico e está em conserto, por isso passou a ser empregado o Renault Kwid que foi apreendido pela polícia. Mesmo assim, Picucha garantiu que também há os controles de quilometragem destes veículos, e que os dados podem ser solicitados por qualquer pessoa da comunidade.


