
Promovendo atualmente um trabalho de três frentes de vacinação, contra a Covid-19, a gripe e a febre amarela, Riozinho comemora o feito de estar há oito dias consecutivos sem registrar nenhum novo caso de coronavírus no município. Entre os principais fatores desse resultado, o secretário municipal de Saúde, Ramão Corso, atribui o resultado, principalmente, à conscientização da comunidade no cumprimento dos protocolos de prevenção à doença.
De acordo com Ramão, o período mais crítico enfrentado em Riozinho foi da metade de fevereiro até início de abril deste ano, momento em que houve o registro de até 96 casos confirmados em um único dia, o que, segundo ele, é um número muito expressivo para o município.
“Foi o período caótico no Estado inteiro, onde não se conseguia leitos de sala vermelha ou UTI. Neste período, aconteceram 12 dos 13 óbitos do município, a UBS Central só atendeu casos de Covid e o hospital também só atendeu emergências. Precisamos dobrar a capacidade de oxigênio para o hospital, disponibilizar um veículo exclusivo para o transporte de pacientes Covid para exames e reavaliações”, conta o secretário de Saúde de Riozinho.
Na mesma ocasião, o município montou uma equipe para acompanhar o paciente isolado em casa, verificando a evolução do quadro clínico, além de praticamente triplicar o número de testes realizados desde o começo da pandemia, e promover a fiscalização feita pelos agentes de saúde nos sete dias da semana, incluindo a realização de diversas blitz sanitárias e orientação nas residências e empresas.
Com uma estrutura em Saúde enxuta, preparada para o atendimento básico, Riozinho viu triplicar a necessidade de atendimento, precisando se readequar em estrutura física, suprimentos como oxigênio, e inserir medicações para o combate e o pós Covid-19, além de reestruturar as equipes para atendimento, urgência e controle de pacientes, e de fiscalização.
“Tudo isso em paralelo com a rotina ‘normal’ de comorbidades existentes, e a necessidade de consultas, exames e cirurgias especializadas que estavam e estão trancadas nas nossas referências. É desgastante a todos, mas temos a sorte de contar com uma equipe de excelentes profissionais, dedicados ao extremo, e que não medem esforços para colaborar com a saúde pública do nosso município”, comemora Ramão.
Para o secretário de Saúde de Riozinho, os números de casos e óbitos no município não foram ainda maiores devido a conscientização da comunidade, de que uma pandemia é um problema coletivo, e ao cumprimento rigoroso das três exigências básicas no combate ao coronavírus: o uso de máscara em todos os espaços públicos e privados, a limpeza das mãos e a não aglomeração.
“Outro fator importante é a testagem. Riozinho foi o primeiro município da região a utilizar o teste antígeno para confirmar os casos de Covid, que passaram a ficar prontos em cinco minutos. Assim, sem a dúvida de estar infectado ou não, já conseguimos isolar o paciente e o grupo familiar e monitorá-lo”, avalia o secretário.
A prefeitura de Riozinho segue promovendo ações de orientação e fiscalização intensa, em todos os segmentos do município, e tem buscado aumentar o número de vacinados, mesmo que seja apenas com primeira dose do imunizante, de acordo com as doses que vão sendo enviadas pela Secretaria Estadual da Saúde.
“A população entendeu que o poder público não tem estrutura para estar em todos os lugares, e assumiu junto a responsabilidade de preservar vidas. Nosso comércio sofreu junto, mas entendeu que as medidas mais duras foram necessárias”, conta Ramão.
Enquanto comemora o feito de estar há oito dias sem nenhum registro de Covid-19 no município, a secretaria de Saúde está promovendo também a vacinação contra a gripe (Influenza) e contra a febre amarela, já que Riozinho entrou em área de risco da doença, depois que um bugio foi encontrado morto no município vizinho e teve confirmada a febre amarela com causa da morte.
“O trabalho tem sido desgastante. A burocracia gerada nos lançamentos das doses da Covid atrapalha um pouco. Temos que ter atenção redobrada com a procura de vacinas, para evitarmos falhas. Organizamos blitz de vacinas no interior do município, respeitando o prazo de 14 dias entre doses dos imunizantes distintos. Mas somente a vacinação em massa nos trará tranquilidade de uma possibilidade de retorno à rotina normal”, projeta o secretário de Saúde de Riozinho.


