
Preocupada com o recente aumento de assassinatos ocorridos em Taquara, a titular da Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) do município, delegada Rosane de Oliveira, acredita que os três últimos homicídios ocorridos em poucos dias, têm relação com a briga de facções, disputando o poder do tráfico de entorpecentes em Taquara e região.
“Até bem pouco tempo atrás, nós tínhamos em Taquara apenas integrantes da facção ‘Os Manos’, que eram bem dominantes na cidade. Atualmente, o pessoal da facção ‘Bala na Cara’ está tentando invadir a cidade e tomar os pontos de venda de entorpecentes do grupo rival. E isto está ocasionando uma guerra entre as facções, algo muito comum em Novo Hamburgo e Porto Alegre, mas fora do normal para Taquara”, explicou Rosane.
A titular da DPPA de Taquara conta que, tanto o caso do jovem assassinado em um bar, no bairro Santa Teresinha, morto próximo a um conhecido ponto de tráfico de drogas, no dia 21 de maio, quanto do morador de Campo Bom, encontrado decapitado em Pega Fogo, no interior do município, no dia 27 de maio, tem relação com a venda de substâncias entorpecentes e a tomada do ponto dessas vendas.
“E também este último caso, de terça-feira (1º), daquela pessoa em Olhos D’Água, que aparentemente era uma pessoa de família, um senhor de bem, e que também estava traficando, vendendo drogas”, esclarece a delegada.
Sobre este último homicídio, a Polícia Civil chegou até um rapaz, que seria um possível comprador da vítima, e seria viciado em cocaína e outras substâncias, e que frequentava a casa para comprar os entorpecentes. Sem dinheiro, o suspeito voltou na casa, com outra pessoa, de moto, na companhia do possível executor do homicídio ocorrido em Olhos D’Água.
“Nós conseguimos identificar o rapaz que frequentava o local, foi reconhecido, fizemos a prisão em flagrante, e ele está aqui na delegacia, aguardando o pedido de prisão preventiva a ser deferido pelo juiz”, menciona Rosane.
A delegada informou ainda, que já está no encalço do outro acusado, que é considerado o executor da vítima da localidade de Olhos D’água, e conclui que “as três últimas ocorrências de homicídio têm envolvimento, o que é uma coisa fora do normal para Taquara, pois nunca ocorreram tantos homicídios num curto período, e isso nos causa grande preocupação”.


