Polícia

Corpo encontrado dentro de automóvel incendiado em Parobé pode ser de morador do município

Filho procurou a DP de Parobé para relatar que o carro de seu pai, que está desaparecido, tem as mesmas características
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Enquanto aguarda o resultado da perícia para identificar o corpo carbonizado, encontrado dentro do porta-malas de um automóvel incendiado, no último domingo (13), no interior de Parobé, a Polícia Civil foi procurada por um morador do município que desconfia que o cadáver possa ser de seu pai, desaparecido desde sábado (12).

De acordo com o delegado Gustavo Bermudes da Rocha, titular da Delegacia de Polícia (DP) de Parobé, o homem informou que seu pai tinha um carro com as mesmas características, um GM Kadett, de cor branca, com placas de Novo Hamburgo.

“Ele relatou que o pai dele estaria desaparecido desde sábado de tarde, não conseguiram mais contato com ele. Pelas características, um Kadett branco, placas de Novo Hamburgo, morador de Parobé, ele acredita que seja o pai dele”, relata o delegado Gustavo.

Inicialmente, a polícia suspeitava que o cadáver poderia ser de um homem envolvido com entorpecentes, e desaparecido há aproximadamente 20 dias. Segundo o titular da DP de Parobé, o pai do homem que procurou a delegacia também teria problemas com drogas, mas que se trata de casos distintos. A identidade só poderá ser confirmada pela perícia.

“Como não tem possibilidade de identificação biométrica, a gente encaminhou para coleta de exame genético. Estamos aguardando agora um resultado, provavelmente daqui uns 15, 20, 30 dias”, estima o delegado.

O Kadett encontrado carbonizado está em nome de um terceiro, que não teria envolvimento com drogas. E o homem que procurou a Polícia Civil não soube informar a placa do automóvel de seu pai.

“O proprietário já se desfez desse veículo há bastante tempo, já passou por uma série de outras pessoas. O veículo não tinha sido transferido para o nome do pai. Pelo que a gente descobriu, é aqueles carros que um vai vendendo para o outro e ninguém faz a transferência. Então, ele utilizava esse carro, mas estava em nome de um terceiro”, explicou o delegado titular da DP de Parobé.