Geral Obituário

Morre o empresário Adelino Paraboni

Divulgação

Morreu neste sábado (26), aos 94 anos, o empresário Adelino Paraboni, sócio-fundador da empresa Ferramentas Paraboni, que tem sede em Riozinho. As causas da morte não foram divulgadas e ainda não foram reveladas pela família detalhes em relação a velório e sepultamento.

Em 2016, no Facebook da empresa Ferramentas Paraboni, foi publicada uma homenagem por ocasião dos 90 anos de idade de Adelino, em que ele contou um pouco da história da companhia. Confira abaixo:

“A empresa começou com meu pai, Honório, o Angelo Beloni e o Acelino Colombo. Os comerciantes que incentivaram a abrir a empresa para atender as cooperativas. A Paraboni entrou no negócio porque tinha o moinho, que provia a água, a força, enfim a energia, que era o mais importante na época – já que não tinha luz elétrica. No começo, fabricavam foice, enxada, machado, picareta e pá, principalmente. Posteriormente Beloni abriu filial em Santo Antônio, para fazer distribuição do material. Em 1964 o Beloni deixou a empresa e assumimos a empresa. O Beloni ficou com a região de Santo Antônio, onde distribuía as ferramentas, e então a Paraboni começou a contratar representantes. No começo as ferramentas eram produzidas com martelete, para dar a forma ao material e depois utilizava-se a tesoura manual e ia fazendo o recorte.O primeiro foi o Nelson Nunes, de Porto Alegre, que hoje tem uma ferragem. Depois foi aumentando o número de representantes, teve um de Curitiba também (pai do Seu Arno, que até hoje trabalha conosco), que morava no interior do Paraná e atendia a região do Paraná e Santa Catarina. Com esse representante deu uma alavancada nas vendas. Foi muito importante quando veio a energia elétrica, pois a empresa não conseguia mais crescer porque não tinha energia suficiente com a turbina do moinho. A energia veio em meados de 1958, 1960. A maior lembrança daquela época é o momento em que a família assumiu a empresa como um todo, em 1964. Depois disso foram sendo construídos mais prédios, derrubadas outras partes… no começo era usado o galpão do moinho, com chão batido e depois a estrutura foi melhorando, pois praticamente todo o lucro era reinvestido na empresa. Outra lembrança forte é o primeiro empréstimo com o BRDE, quando foi conseguido dinheiro para a compra de um martelete e uma prensa. Para conseguir o empréstimo foram penhoradas as três casas de moradia: minha, do Olindo e do Amandio, sócios-fundadores da empresa. Nem sonhava que a Paraboni ia ficar do tamanho que ficou, mas nunca desistimos e nem sentimos medo, foi bem suado pra chegar aonde chegamos”