Ignorantes, acredito, todos nós somos, considerando a dose essencial de humildade que evidencia a nossa finitude diante da infinitude que caracteriza o conhecimento. Nesse sentido, a célebre frase: “só sei que nada sei”, atribuída a Sócrates, indica que nossa busca pelo conhecimento só nos torna mais conscientes das nossas limitações frente a ele.
Contudo, há uma parcela da humanidade que ultrapassa o limite da ignorância e chega na estupidez. Estúpidos, para mim, são aqueles ignorantes que se manifestam com arrogância, pois considero a estupidez a manifestação arrogante da ignorância.
Dessa forma, enquanto os ignorantes simplesmente ignoram algo, os estúpidos ignoram conscientemente a própria ignorância e fingem que conhecem quando, na verdade, desconhecem ou mal conhecem. A sua ignorância, desprovida de um mínimo de ética, faz com que expressem a mais infame besteira com tamanha segurança que lhes imprime ares de credibilidade.
Certa vez ouvi que se os justos tivessem a arrogância dos cretinos o mundo seria melhor. Ao ver os estúpidos propalarem mentiras e levarem consigo uma parcela de ignorantes, chego à mesma conclusão. Contudo, com a utopia que me é peculiar, resolvi, então, escrever, a partir da constatação de que a verdade foi oferecida e provada, mas alguns ignorantes preferiram ignorá-la a ter que assumir os próprios erros. Para estes, o que mais posso oferecer? Apenas minha lástima; não só com relação a eles, pois sua arrogância os levará à própria ruína, mas lastimo principalmente os ignorantes que acreditaram neles, considerando a publicidade que reveste suas condutas.
Os que me conhecem sabem do que estou falando e, principalmente, a quem me refiro, mas escrevo para os que não me conhecem, mas viram e ouviram o meu nome envolvido em fatos obscuros, atribuindo-me a autoria de atos que não cometi.
Estamos em ano eleitoral e só me resta torcer para que os cidadãos façam suas escolhas com um mínimo de conhecimento, buscando a verdade acima de tudo, desconfiando daqueles que pronta e irresponsavelmente assumem “as dores” de outros, fazendo estardalhaço e atacando inocentes na primeira oportunidade em que estão no palco, apenas para promoção pessoal. Aqui vale trazer o velho ditado de que a carroça, quanto mais vazia, mais barulhenta é.
Eis por que faço estas poucas linhas: para colocar-me à disposição para esclarecer os fatos pessoal e individualmente, sem alarde nem publicidade, pois, diferentemente dos estúpidos, não dependo de polêmicas para viver.
Cristina Mansueti
Esta postagem foi publicada em 30 de abril de 2010 e está arquivada em Caixa Postal 59.


