Uma mulher foi presa pelo 3º Batalhão Ambiental da Brigada Militar (BABM), de Taquara, após denúncia de maus-tratos contra os animais, que foi confirmada pelos policiais, na última terça-feira (22), no bairro Rothmann, em Igrejinha. A responsável pelos cães foi conduzida à delegacia para o registro do fato e, posteriormente liberada, tendo sido os caninos deixados com a própria tutora, que ficou como fiel depositária. Diante do fato, diversos leitores questionaram a reportagem da Rádio Taquara sobre os animais terem sido mantidos com a denunciada.
A Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente de Igrejinha divulgou nota informando que, referente aos procedimentos técnicos de vistoria, realizados após o recebimento de denúncias, a secretaria, através de sua médica veterinária, Andréa Seibel, em parceria com o Batalhão Ambiental, se deslocou ao local para averiguação de possíveis casos de maus-tratos. Segundo a doutora, os animais encontravam-se em estado de subnutrição com escore corporal abaixo do ideal, sem abrigo, sem alimento, sem acesso à água e presos a corrente de aproximadamente um metro.
Em relação à referida situação descrita pela veterinária, a secretaria relatou ter tomado algumas providências para a melhora da qualidade de vida dos cães:
- Encaminhamento dos animais para a realização de exames laboratoriais e posterior tratamento conforme necessidade;
- Repasse a tutora de ração, suplemento vitamínico, abrigo especifico para o tamanho dos dois animais que são de porte médio (casinhas), bem como a higienização do local;
- Os caninos também foram vacinados e desverminados;
- Os animais receberão atendimento periódico e serão assessorados conforme necessidade.
Ainda de acordo com o secretário da pasta, Jéferson Corá, no que se refere à proprietária do local, a mesma já é atendida pela Secretaria de Desenvolvimento Social com acompanhamento técnico e benefícios sociais. “A equipe de bem-estar animal do município continuará realizando o acompanhamento, por um tempo, dando todo o suporte que estes animais precisam, até que a responsável se habitue a essas questões e comece a dar o tratamento adequado aos cães”, frisa Corá.




