Educação

Prefeitura de Taquara analisa projetos voltados ao atendimento especializado de alunos da rede municipal

Projetos já estão em desenvolvimento no município
Fotos: Divulgação/Magda Rabie

Contido no plano de governo da nova administração, o atendimento especializado na área educacional em Taquara sempre foi uma das questões apresentadas pelos professores da rede municipal de ensino. Para atender a essa reivindicação, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes (Smece) criou o Centro Especializado em Aprendizagem e Pesquisa (Ceap) e os Grupos de Aprendizagem por Metodologias Ativas para correção do fluxo escolar (Gama). Recentemente, esses projetos foram apresentados aos diretores das instituições de ensino do município, durante encontro presencial ocorrido no Centro de Cultura de Taquara.

Centro Especializado em Aprendizagem e Pesquisa (Ceap):

Formado por profissionais das áreas da psicologia, psicopedagogia, neuropsicopedagogia, neurologia, fonoaudiologia e serviço social, o Ceap – setor pertencente e ligado a Smece, iniciou em março, atendendo até o momento 19 escolas, que compreendem 25 integrantes da equipe escolar, 49 professores, 142 alunos, 36 famílias, 205 visitas do serviço social, o que totaliza cerca de 476 atendimentos com alunos, professores e famílias, acolhendo diferenças e dificuldades.

O foco é a aprendizagem do aluno, o desenvolvimento de novas potencialidades frente a dificuldades de âmbito cognitivas, do neurodesenvolvimento, emocionais, psíquicas, comportamentais e sociais. Este atendimento pode ocorrer de forma interdisciplinar com enfoque clínico e institucional, individual e coletivo envolvendo as fases da infância, adolescência e adulta.

“Nosso objetivo é compreender as relações e os processos de todos os envolvidos no caminho da aprendizagem, proporcionar para alunos, professores, equipes escolares e familiares momentos de acolhimento e atendimentos para que nas suas capacidades e possibilidades compreendam as diferentes relações de ensino e de aprendizagem através do olhar clínico e institucional, multidisciplinar e interdisciplinar, com ênfase no desenvolvimento, autonomia e formação na prática”, destaca a coordenadora do Ceap, Silvana Krupp.

O trabalho do Ceap é desenvolvido através de escutas, de acolhimento, acompanhamentos e atendimentos individuais e coletivos, a proposta inclui também o olhar voltado à pesquisa, considerando as problemáticas interligadas aos processos das diferentes aprendizagens humanas e escolares.

“Fazemos uma triagem para verificar quais profissionais devem estar ligados àquele aluno para avaliar a sua necessidade específica voltada a sua aprendizagem. O importante é ouvir o aluno, compreendê-lo nas suas diferentes formas de aprender dando sentido a sua vida. Ouvir as famílias nos seus contextos históricos e sociais, ouvir suas dúvidas, seus anseios de como lidar com as questões escolares e comportamentais dos filhos e orientá-los, visitar as famílias através do serviço social, organizar formações aos professores, levando o conhecimento na prática”, menciona Silvana.

Grupos de Aprendizagem por Metodologias Ativas para correção do fluxo escolar (Gama):

Corrigir a distorção de idade em relação ao ano escolar em que os alunos estão inseridos no âmbito do Ensino Fundamental é um dos propósitos das turmas de aceleração que, em Taquara, são chamadas de Grupos de Aprendizagem por Metodologias Ativas para correção do fluxo escolar – Projeto Gama.

Segundo a coordenadora pedagógica da Smece, Taís Oliveira Martins, a premissa é o ensino por meio das metodologias ativas, rompendo com metodologias de ensino tradicionais, propondo atividades de cunho transdisciplinar, trabalho coletivo e trabalhos de pesquisa. Atividades já foram iniciadas com estudantes em distorção escolar nas EMEFs Rosa Elsa Mertins e João Martins Nunes e no Colégio Municipal Theóphilo Sauer.

“O objetivo é a correção do fluxo escolar, ajustando as distorções idade-série e primando pelo protagonismo dos estudantes, oferecendo uma  metodologia diferenciada e inovadora para promover aprendizagens significativas aos nossos alunos. Entende-se como caso de distorção aquele aluno cuja idade é superior a dois anos da idade adequada para frequentar o ano correspondente, ou quando o aluno traz, em seu histórico, dois ou mais anos de reprovação”, explica Taís.

Os professores são preferencialmente unidocentes e do quadro de profissionais da escola, recebendo apoio técnico, troca de experiências, formação continuada e planejamento coletivo. Os alunos realizam diversas atividades extraclasse para que avancem individualmente em suas necessidades, sendo de fundamental importância o acompanhamento, apoio e auxílio da família para o desempenho dos estudantes.