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Entidades do Paranhana divulgam nota e criticam possibilidade de instalação de pedágios na região

Para oito entidades do Paranhana, novas praças impactarão negativamente nos negócios e na população.
Líderes de entidades apresentaram posição durante audiência pública na última quinta-feira (8). Divulgação

Oito entidades do Vale do Paranhana divulgaram, na última sexta-feira (9), um posicionamento sobre a proposta do governo do Estado relacionada às concessões de rodovias. A ideia do governo poderá acarretar na criação de três praças de pedágios no Vale do Paranhana, o que vem sendo combatido por lideranças políticas regionais. No texto, as entidades consideram inoportuna a discussão sobre os pedágios no atual momento de crise e defendem que a instalação dos novos postos de cobrança impactará negativamente nos negócios.

A nota é assinada pelas seguintes entidades:

  • Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Agropecuária (Acisa) de Rolante;
  • Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Rolante e Riozinho;
  • Sindicato do Comércio Varejista do Vale do Paranhana (Sindilojas-VP);
  • Sindicato dos Empregados no Comércio (Sindicom);
  • Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Igrejinha e Três Coroas;
  • Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Parobé;
  • Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Rolante e Riozinho.

As entidades afirmam que a concessão de rodovias ao setor privado, tanto para manutenção quanto para ampliação de capacidade de tráfego, como é o caso proposto, acaba por gerar aumento de custo em produtos e serviços. “A referida proposta apresentada pelo Estado visa, inicialmente, em síntese, arrecadação e a forma mais eficiente de acelerar investimentos em infraestrutura. No entanto, extraindo do povo o recurso necessário para desenvolver tal projeto”, afirmam.

“Embora as referidas entidades sequer tenham sido consultadas, entendem que movimentar e tratar este tema neste momento tão delicado de retomada da economia não é uma decisão oportuna, já que haverá mudança nas praças de pedágios e a criação de novas para comportar a arrecadação e viabilidade do projeto, impactando negativamente assim diretamente nos negócios e na população”, completa a nota.

A nota finaliza: “Desta forma, o tema merece maior atenção, estudo e, principalmente, oitiva da população acerca do que se está propondo alcançar com tais medidas, e não pura e simplesmente aplicação sem nenhuma consulta popular, pois deve-se respeitar as características das regiões em que serão impactadas para garantir eficiência”.