A operação foi realizada na manhã de ontem com a participação de representantes da Defesa Civil do município, Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal de Planejamento, Câmara de Vereadores e Jornal Panorama. O grupo percorreu cerca de dois mil e duzentos metros do leito canalizado, desde o início do trecho coberto, no bairro Santa Rosa, até a passagem sob o leito da ERS-115. Como o nível das águas estava um pouco elevado, devido às chuvas dos últimos dias, não foi avistada grande quantidade de lixo no leito do arroio. A situação mais séria foi verificada logo na entrada do trecho coberto, onde restos de paus, principalmente taquareiras, estão acumuladas junto a um muro construído no meio do arroio, obstruindo a passagem das águas.
Construções que invadem o leito são o maior problema
A constatação foi feita pelo grupo que percorreu o trecho canalizado na manhã de ontem a fim de diagnosticar as causas das últimas enchentes que atingiram a cidade. Durante a vistoria, foram encontradas várias edificações que trancam a passagem das águas, como pilares e vigas de prédios residenciais e comerciais. Em alguns locais, o espaço também está comprimido por lajes rebaixadas, principalmente no trecho que cruza a área central da cidade. O arroio também apresenta vários pontos em que o leito se encontra dividido por muros. Um dos casos mais graves situa-se na altura da avenida Sebastião Amoretti, onde as fundações de um prédio dividem o canal em três braços. Outra grave agressão é o esgoto cloacal sem tratamento que é despejado diretamente dentro das águas. No bairro Jardim do Prado, foram encontradas situações em que os dejetos saem diretamente dos canos que vêm dos vasos sanitários de residências.


