Geral

Prefeito cobra agilidade nos atendimentos do hospital de Parobé; casa de saúde divulga esclarecimento

Conforme o prefeito, uma reunião foi marcada para as 14h desta quarta-feira (23), para alinhar o fluxo de atendimentos realizados no hospital
Imagem: Frame de vídeo

O prefeito de Parobé, Diego Picucha (PDT), divulgou um vídeo, na manhã desta terça-feira (22), em que realiza uma série de cobranças em relação à demora no atendimento da população no Hospital São Francisco de Assis (HSFA). Segundo Picucha, na sua grande maioria dos atendimentos o hospital presta serviços de excelência à comunidade, porém, neste final de semana a administração municipal teria recebido inúmeras reclamações. “Recebemos muitas reclamações deste final de semana, mas que já vem se repetindo há algum tempo. Alguma demora no atendimento, principalmente no período da noite”, destaca.

Conforme o prefeito, a administração municipal não tem a “gestão direta” sobre o HSFA, que é um prestador de serviços para o Município, como para o Estado e para a União. “O hospital faz a prestação de serviços do pronto-atendimento, à noite, para o Município. Mas, por eu não ter essa gestão direta, não me tira a responsabilidade de estar cobrando a direção, onde eu não aceito que uma pessoa espere três, quatro, cinco horas para se fazer um atendimento durante a noite”, frisa Picucha.

De acordo com Picucha, desde que assumiu como prefeito, o pagamento do contrato com o HSFA nunca foi atrasado “um dia”, sendo que “não irá aceitar isso estando como administração municipal”. Ainda conforme o prefeito de Parobé, uma reunião foi marcada para as 14h desta quarta-feira (23), com a direção do HSFA, juntamente com vereadores do município, para alinhar o fluxo de atendimentos realizados no hospital.

Hospital emite nota de esclarecimento

Após a polêmica sobre os atrasos nos atendimentos deste final de semana e o vídeo gravado pelo prefeito de Parobé, Diego Picucha, o Hospital São Francisco de Assis (HSFA) divulgou uma nota de esclarecimento sobre os fatos. Segundo a casa de saúde, o problema teria acontecido em virtude de o feriado ter ocorrido logo após o final de semana, o que, conforme o HSFA, gerou grande demanda ao hospital, pois as unidades básicas de saúde do Município ficam fechadas.

De acordo com a casa de saúde, a escala clínica esteve completa sendo disponibilizado “um clínico geral 24h e outro das 10h às 22h, além de um profissional para atender as crianças, das 8h às 23h (conforme contratado pela prefeitura)”. O HSFA informou ainda que foram realizados 171 atendimentos clínicos; 54 pediátricos e 12 atendimentos obstétricos, somente na segunda-feira (21).

Confira a íntegra da nota:

O HSFA vem a público fazer esclarecimentos acerca do tempo para atendimentos em nosso Pronto Atendimento nos últimos dias, especialmente no feriado, o que gerou manifestações em redes sociais.

  • Tivemos um feriado logo após o final de semana. Todas as Unidades Básicas de Saúde fecham, logo, os atendimentos são todos direcionados ao hospital, gerando uma grande demanda. Estivemos com escala clínica completa e atendendo normalmente: um clínico geral 24h e outro das 10h às 22h, além de um profissional para atender as crianças das 8h às 23h (conforme contratado pela prefeitura). Nos finais de semana o horário de atendimento do profissional contratado para atender as crianças pela prefeitura é das 13h às 21h.
  • Atendimentos realizados no Pronto Atendimento na segunda-feira, 20/09:
    Clinico: 171 pacientes
    Pediatra: 54 crianças
    Obstetra: 12 gestantes
  • A maioria dos pacientes passa novamente pelo médico para avaliação de exames.
  • A média de tempo de espera por atendimento foi de 3h para casos não urgentes, o que foi informado aos pacientes.
  • Lembramos que somos referência em obstétrica para toda a região e que o pediatra de plantão 24h faz atendimento de emergência pediátrica também permanece em sala de parto.
  • Marcação de consulta e exames cardiológicos, assim como de outras especialidades para as quais somos referência, é feita na Secretaria de Saúde do Município.
  • O Pronto Atendimento atua por Classificação de Risco, um processo que avalia cada paciente e define o grau de prioridade para o atendimento médico conforme a GRAVIDADE. A identificação das prioridades no HSFA é feita através do sistema, que atribui a cor ao paciente diante das informações inseridas pela enfermagem e já ordena os pacientes automaticamente. Portanto, se um paciente estiver aguardando o atendimento médico e outro, que chegou depois, for atendido na sua frente, é porque corria um risco maior. Isso independe de idade ou de outros critérios, considerando os sinais vitais e os sintomas apresentados pelo paciente.
    Lembramos ainda que nossa ouvidoria está à disposição para qualquer manifestação referente a atendimentos nesta instituição hospitalar.”